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Programa de História Oral do Museu recebe o desembargador Paulo Gomes

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em 16/07/2012 18:35

O Museu da Justiça, por meio do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD), recebeu, recentemente, a visita do desembargador e ex-corregedor-geral da Justiça do Rio Paulo Gomes da Silva Filho, que deu um rico depoimento pessoal para o Programa de Memória Oral e Visual da Instituição, que conta agora com 158 entrevistados.

Durante duas horas de depoimento, o magistrado, de 78 anos, narrou, com entusiasmo e saudosismo, toda sua trajetória profissional no Ministério Público e na magistratura do antigo Estado do Rio de Janeiro e do Estado unificado, além de sua experiência como administrador público no Poder Judiciário estadual.

O extinto Tribunal de Alçada Criminal (TACRIM), onde passou boa parte de sua carreira na magistratura, recebeu especial atenção do entrevistado, que revelou detalhes pouco conhecidos da criação do Tribunal do antigo Estado, da sua transferência para a nova Capital, no prédio da Rua Dom Manuel, 29, local em que se encontra o Antigo Palácio da Justiça, e também, da especialização do órgão em matéria criminal.

Outro ponto de destaque da entrevista foi o período em que esteve à frente da Corregedoria Geral de Justiça do Rio. Ele detalhou as medidas adotadas na área de fiscalização dos serviços registrais, bem como, o impulso dado ao processo de informatização das serventias e do andamento processual, que simbolizaram um grande avanço na prestação jurisdicional da Justiça estadual.

O desembargador Paulo Gomes da Silva Filho nasceu em Niterói, em 03 de maio de 1934. Passou parte de sua infância e juventude na capital fluminense e também em Petrópolis. Tornou-se bacharel em Direito em 1956 pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Em 1971, ingressou na Justiça estadual, na vaga do Quinto Constitucional do Tribunal de Alçada do Antigo Estado do Rio de Janeiro. Foi corregedor-geral de Justiça do Rio, no biênio 2001/2002.

Aposentado desde 2004, o magistradocontinua prestando importantes serviços à sociedade. Atualmente, está à frente da Comissão de Apoio à Qualidade dos Serviços Judiciais – COMAQ - do Poder Judiciário, etambém faz parte da recém-criada Comissão de Ética Pública Estadual. Durante a entrevista, ele ficou emocionado ao se referir à figura de seu pai, importante magistrado e professor, Paulo Gomes da Silva, falecido em 1988, ao fazer um balanço de sua carreira pública.

Ao final da entrevista, que contou com a participação dos desembargadores Ronald Valladares e Orlando Secco, ambos membros da Comissão de Preservação da Memória Judiciária, o desembargador Paulo Gomes fez questão de ressaltar seu compromisso com a divulgação de seu depoimento, que já faz parte do acervo audiovisual do Museu da Justiça, e se encontra disponível para consultas pelos interessados e pesquisadores da História recente do Poder Judiciário