Publicador de conteúdo web

Programa de História Oral e Visual

O Programa de História Oral e Visual do Poder Judiciário nasceu de um projeto, lançado, em 1998, pelo desembargador Luiz César de Aguiar Bittencourt Silva (1925-2011), que visava desenvolver um trabalho de pesquisa historiográfica, tendo por base a metodologia e as técnicas da História Oral. A proposta prosperou pela importância em preservar a memória de vida dos membros da Justiça fluminense, pelo fato de criar novas fontes para recuperação da História do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro e, ainda, em decorrência da possibilidade de integração do Museu da Justiça a outros órgãos de pesquisa com projetos semelhantes.

Os objetivos do projeto original, ampliados no Programa, são:

  1. resgatar e preservar a memória histórica dos membros do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro e da própria Instituição, organizando entrevistas com indivíduos cujas experiência de vida esteja ligada à História do Judiciário fluminense (advogados, servidores do Poder Judiciário, magistrados, políticos, promotores, procuradores e secretários de Justiça);
  2. estabelecer novas fontes para a recuperação da História do Poder Judiciário fluminense;
  3. criar e disponibilizar, para acesso e consulta de pesquisadores, um arquivo de História Oral, divulgando-o por meio de publicações ou de serviço de atendimento;
  4. criar um canal para recuperação do acervo histórico do Judiciário - porventura existente e ainda não incorporado ao acervo do Museu -, cujo paradeiro seja do conhecimento dos entrevistados;
  5. integrar o Museu da Justiça à sociedade e a outras instituições, estimulando pesquisas e promovendo palestras, cursos, exposições etc. sobre as atividades por ele desenvolvidas.


A entrevista - que é realizada, preferencialmente na sede do Museu da Justiça, abrange questões tanto temáticas e profissionais quanto de trajetória pessoal do entrevistado. É dividida em três blocos: abertura, questões gerais de caráter pessoal e, por último, perguntas específicas sobre a vida e a carreira do entrevistado.

Todas as entrevistas são gravadas integralmente em áudio e vídeo - e, mais tarde, transcritas - sendo disponibilizadas nesses formatos para fins de consulta por pesquisadores. O trabalho é realizado pelo Serviço de Gestão de Acervo Documental e Bibliográfico (SEGAD), pertencente à Divisão de Gestão de Acervos e Pesquisa Histórica (DIGAC) do Museu a Justiça.

O Programa de História Oral e Visual do Museu da Justiça já possui em seus arquivos 161 entrevistados. Na foto, a ilha de edição da instituição.