Publicador de conteúdo web

A Primeira Exposição do Museu da Justiça

O Museu da Justiça foi inaugurado em 23 de agosto de 1988, no prédio que abrigou o Museu Real e o Arquivo Nacional, situado na Praça da República nº 26, Centro do Rio de Janeiro.

De imediato, evidenciou-se a preocupação institucional com a divulgação da história do Judiciário e o anseio por estreitar laços com a sociedade, porquanto, no mesmo dia, foi aberta ao público sua primeira exposição, intitulada Magistratura e Abolicionismo: 1888-1988.

Coincidindo sua inauguração com as comemorações do centenário da abolição da escravatura no Brasil, o Museu pretendia apresentar ao público o papel desempenhado por alguns magistrados que exerciam cargos de senadores do Império nesse importante fato histórico. Ao proferirem discursos, realizarem articulações políticas e participarem de votações, eles fizeram da tribuna parlamentar o palco principal de sua luta pelo fim da escravidão, tendo a Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888 - conhecida como Lei Áurea -, representado o desfecho vitorioso do embate nacional.

A fim de se alcançar o objetivo da exposição, além de painéis explicativos, um expressivo acervo documental e museológico foi reunido e exposto. Ao público, foram apresentados, então, processos judiciais relacionados à escravidão, registros de compra e venda de escravos, leis e decretos diretamente relacionados ao tema, obras literárias produzidas por magistrados, além de retratos, brasões e comendas recebidas por personalidades de destaque no mundo jurídico da época.

Apesar de as restrições orçamentárias se terem refletido na simplicidade dos painéis da exposição, a mostra conseguiu atrair expressivo público. Dava-se, assim, o primeiro passo não só para a divulgação de um valioso acervo e do trabalho de pesquisa realizado por seus funcionários, mas também no processo de interação com a sociedade, indicando um começo promissor para a jovem instituição.

Inauguração da exposição Magistratura e Abolicionismo:1888-1988. Em primeiro plano, à esquerda, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Wellington Moreira Pimentel. Ao seu lado, o historiador Paulo Paranhos da Silva, então diretor do Museu da Justiça

Inauguração da exposição Magistratura e Abolicionismo:1888-1988.  Em primeiro plano, à esquerda, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Wellington Moreira Pimentel. Ao seu lado, o historiador Paulo Paranhos da Silva, então diretor do Museu da Justiça

Vitrine expondo condecorações de magistrados

Vitrine expondo condecorações de magistrados