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Raridades do Antigo Palácio da Justiça

Detalhe do Antigo Palácio da Justiça em construção. Revista A Semana, 31 de julho de 1926. Acervo Biblioteca Nacional Grupo de figuras de relevo do foro, desembargadores, juízes e advogados, em visita ao edifício em construção. No primeiro plano, ao centro, o desembargador Ataulpho de Paiva, presidente da Corte e Sá Freire, presidente do Instituto dos Advogados. Revista A Semana, 31 de julho de 1926. Acervo Biblioteca Nacional.

O Antigo Palácio da Justiça foi inaugurado em novembro de 1926, após permanecer quatro anos em construção. O prédio, de arquitetura eclética, em estilo clássico, foi projetado pelos engenheiros arquitetos Gabriel M. Fernandes e Fernando de Nerêo Sampaio, para ser a sede do Poder Judiciário da capital republicana. Hoje, no entanto, restam poucas informações sobre o projeto original, tanto arquitetônico quanto decorativo, desse importante patrimônio de nossa cidade, preservado pelo Poder Judiciário fluminense.

A equipe de educação e difusão do Museu da Justiça, em suas pesquisas recentes, encontrou, porém, duas raras fotografias publicadas na revista "A Semana" de 31 de julho de 1926. Na primeira foto, vemos o antigo Tribunal do Juri do Distrito Federal, ainda em construção. Na segunda, aparece o grupo de figuras de relevo do foro da época, composto por juízes, desembargadores e personalidades envolvidas diretamente na construção do antigo Palácio, entre elas, o desembargador Athaulfo de Paiva, então presidente da Corte de Apelação. Esse grupo posa no hall de entrada, ainda sem as imponentes esculturas de Marc Ferrez.

A informação mais importante que nos chega por essas belas imagens é, portanto, a preservação do aspecto original do salão histórico do Tribunal do Juri, inspirado no estilo clássico francês dos séculos XVI e XVII.

Após o decorrer de mais de 80 anos, podemos apreciar, nos espaços de preservação histórica do Antigo Palácio da Justiça, a riqueza e a beleza de sua decoração original, datada das primeiras décadas da implantação do regime republicano.

O Museu da Justiça é o órgão do Poder Judiciário responsável pela preservação e difusão desse importante patrimônio. E, por meio da promoção de atividades de educação patrimonial busca aproximar a sociedade dos mais amplos aspectos da Justiça fluminense.

Para acessar na íntegra a página da Revista A Semana, de 31 de julho de 1926, pertencente ao acervo da Biblioteca Nacional, clique aqui.