TJRJ comemora os 25 anos do Museu da Justiça lançando carimbo alusivo à data

A presidente do TJRJ, desembargadora Leila Mariano, e o diretor-regional adjunto dos Correios do Rio, Marcellus Vasconcellos, durante a solenidade de lançamento do carimbo.  A orquestra infanto-juvenil das comunidades pacificadas em ação.

 

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro lançou na tarde desta sexta-feira, dia 23 de agosto, carimbo comemorativo em homenagem aos 25 anos do Museu da Justiça. Participaram do ato de lançamento do carimbo a presidente do TJRJ, desembargadora Leila Mariano; o diretor-regional adjunto dos Correios no Rio, Marcellus Ganim Vasconcellos; os desembargadores Antonio Izaías da Costa Abreu e Elmo Guedes Arueira - membros da Comissão de Preservação da Memória Judiciária -; e o menino Elyas Breno dos Santos Lima, que representou a Orquestra Infanto-Juvenil das Comunidades Pacificadas. O evento ocorreu no Salão Histórico do I Tribunal do Júri, no Antigo Palácio da Justiça e contou com a parceria dos Correios.

A cerimônia teve início com o Hino Nacional, que foi tocado, de forma emocionante, pela Orquestra Infanto-juvenil das Comunidades Pacificadas, sob a regência do maestro Juliano Dutra. Após breve histórico sobre o Museu da Justiça do Rio, o diretor-adjunto dos Correios, Marcellus Vasconcellos, convidou a presidente do TJRJ, desembargadora Leila Mariano, a lançar, oficialmente, o carimbo comemorativo dos 25 anos. Foram também convidados para fazer a obliteração os desembargadores Antonio Izaías da Costa Abreu e Elmo Guedes Arueira, além do menino Elyas Breno dos Santos Lima. As peças carimbadas e assinadas farão parte agora do acervo filatélico dos Correios.

Para o diretor-regional adjunto dos Correios no Rio foi uma honra representar a Instituição em data tão importante para a Justiça fluminense. "Comemorar os 25 anos do Museu da Justiça é comemorar também as muitas outras histórias que aconteceram no Poder Judiciário e neste antigo prédio", afirmou. Ele disse, também, que os Correios completam 350 anos e que toda a sua história está também guardada no museu da Empresa, em Brasília. E completou: " A Filatelia é muito mais que um hobby; é uma arte para ser apreciada por todos os povos".

Em seguida, a presidente do TJRJ, desembargadora Leila Mariano, cumprimentou todos os presentes, em especial, o pequeno Elyas, que para ela, representou na tarde de hoje, a esperança e o futuro de um Brasil melhor. "25 anos é uma data considerável. Faço uma referência, em especial, ao desembargador Izaías, que sempre abraçou a ideia de levar o museu adiante, e também ao colega Elmo Arueira. O Museu faz um trabalho que deve ser elogiado, já que mostra para as futuras gerações o que é o Judiciário; temos, hoje em dia, visitas não só aqui no prédio, mas em outros ambientes do Judiciário, fazendo com que a Justiça e os magistrados fiquem mais perto da sociedade", afirmou.

Após o lançamento oficial do carimbo comemorativo dos 25 anos do Museu da Justiça, todos foram convidados para ouvir, mais uma vez, a Orquestra Infanto-Juvenil das Comunidades Pacificadas, um dos projetos da Ação Social pela Música do Brasil (ASMB), que muito tem ajudado a transformar a vida de crianças e adolescentes das comunidades de Santa Marta, Babilônia, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão, Complexo da Tijuca e da Cidade de Deus. Entre as músicas escolhidas, destaque para "Primeiro Movimento da Sinfonia de Leopold Mozart", "Over the Rainbow, de Harold Arlen; "Asa Branca", de Luiz Gonzaga; e "Aguas de Março", de Tom Jobim.

No mesmo dia, houve a inauguração de quatro espaços dentro das dependências do museu: o da Biblioteca de obras raras (sala 320); o de exposições de Ambiente Judiciário nas décadas de 1950 a 1970 (sala 307) e de Mobiliário Forense (sala 309); e o da Sala de Ação Educativa (sala 305).

História do Museu da Justiça

O Museu da Justiça do Rio, que foi inaugurado em 23 de agosto de 1988, tem como missão resgatar, preservar, divulgar e promover o acesso à memória do Judiciário fluminense. A sua primeira exposição teve como título "Magistratura e Abolicionismo: 1888-1988". E de lá para cá, outros eventos têm acontecido, sendo o mais recente deles, a inauguração da exposição "Mulher, Direito e Sociedade: o feminino na construção da Justiça", em 7 de agosto último.

A Instituição conta, atualmente, com um acervo museológico de cerca de 4.400 objetos, constituído, na sua maioria, por fotografias de pessoas ligadas à história da Justiça estadual, além de peças de mobiliário, estátuas, quadros e outros. Possui também um acervo bibliográfico de cerca de 20 mil títulos, como as obras raras, as Ordenações do Reino de Portugal (século XVII) e a Coleção de Leis do Brasil.

O Museu da Justiça está localizado na Rua Dom Manuel, 29 - Centro, dentro do Antigo Palácio da Justiça. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 11h às 18h.