Exposição Mulher, Direito e Sociedade: o feminino na construção da Justiça

A exposição estará aberta ao público, a partir do dia 8 de agosto, das 11h às 17h, na Rua Dom Manuel, 29 - 3º e 2º andares.

Um olhar diferente sobre o universo feminino dentro do Judiciário, com suas lutas, reflexões, conquistas e vitórias. É esse o tema da nova exposição promovida pelo Museu da Justiça: "Mulher, Direito e Sociedade: o feminino na construção da Justiça".

A nova mostra tem como objetivo apresentar uma perspectiva histórica sobre as questões de gênero em nossa sociedade, principalmente a relação entre as conquistas de direitos obtidas pelas mulheres e a incorporação dessas transformações na visão e no funcionamento do Poder Judiciário. A exposição vem ao encontro do momento especial ora vivido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que tem uma mulher - a desembargadora Leila Mariano - como sua presidente.

O evento de inauguração será nesta quarta-feira, dia 7, às 16h, no Tribunal Pleno. A abertura ao público acontecerá a partir do dia 8, na Rua Dom Manuel, 29, 2º e 3º andares do Antigo Palácio da Justiça, de segunda a sexta, das 11h às 17h, com entrada gratuita.

"Pretendemos, com esse trabalho, mostrar um panorama da situação jurídica da mulher brasileira, que, ao longo da história, passou de um estado de subordinação e dependência quase absoluta para alcançar o mais alto posto de comando de nosso país", afirmou a museóloga Blanca Dian, curadora da exposição. Para ela, a compreensão dessas transformações exige reflexões em torno dos múltiplos aspectos em que se deu a construção histórica dos direitos da mulher.

A expectativa é de que a mostra atraia um grande público, a exemplo do que ocorreu com a exposição sobre Direito Ambiental, que recebeu quase 5 mil visitantes. Dessa forma, o Museu da Justiça cumpre sua missão de resgatar, preservar, divulgar e promover o acesso à memória do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

A exposição exibe, também, entre outros temas, a história da conquista do voto feminino e a vida das pioneiras em suas áreas de atuação, que foram capazes de transformar o olhar da sociedade sobre o feminino e alcançar novos direitos de gênero. Porém, um dos assuntos mais importantes e contemporâneos que serão abordados talvez seja a consolidação dos Direitos da Mulher tratados na Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como "Lei Maria da Penha".

A exposição e as pioneiras do TJ

Composta por 62 painéis, distribuídos pelos Salões dos Passos Perdidos (segundo andar) e dos Espelhos (terceiro andar) do Antigo Palácio da Justiça, a mostra está dividida em dois núcleos: o primeiro fala das batalhas empreendidas pelas mulheres na conquista de espaços ao longo da história e o segundo aborda crimes de repercussão estadual e nacional, tendo mulheres como vítimas, com julgamentos acontecidos no antigo Tribunal do Júri, como os casos Aída Cury, Claudia Lessin Rodrigues e Daniela Perez.

A mostra prestará, também, homenagem às magistradas pioneiras do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro - entre elas, a presidente do TJRJ, desembargadora Leila Mariano -, por meio de uma pequena exposição de objetos, fotografias e documentos significativos da atuação e da memória de cada uma delas. Além da presidente, estão, entre as homenageadas, as desembargadoras Áurea Pimentel Pereira, Maria Stella Villela Souto Lopes Rodrigues, Mariana Pereira Nunes Feteira, Nilza Bitar, Maria Collares Felipe da Conceição, Maria Inês da Penha Gaspar e Anna Maria Barbalat.

A exposição "Mulher, Direito e Sociedade: o feminino na construção da Justiça", que tem como parceiras as Rádios Nacional do Rio de Janeiro - AM e a CBN, é uma realização da Divisão de Difusão da Memória Judiciária e Educação Patrimonial (DIDEP), do Museu da Justiça - unidade vinculada à Diretoria-Geral de Comunicação Institucional (DGCOM) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.