Desembargador Índio Brasileiro Rocha registra suas memórias no acervo do Museu da Justiça

O desembargador Indio Brasileiro Rocha atuou, durante 36 anos, na magistratura estadual.  

O Programa de História Oral e Visual do Museu da Justiça entrevistou mais uma personalidade do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro: o desembargador aposentado Índio Brasileiro Rocha. O magistrado, durante cerca de uma hora e meia, narrou fatos importantes de sua carreira profissional e vida pessoal, que já fazem parte do acervo de memórias da Instituição.

Índio Brasileiro Rocha abordou vários temas durante a entrevista, entre eles, a sua militância acadêmica no período do governo Juscelino Kubitschek, da qual relembrou com emoção. O magistrado falou também do ingresso na magistratura, em 10 de março de 1969,  por concurso público, e da atividade judicial exercida no antigo Estado do Rio, nos anos 70.

As consequências da fusão dos Estados do RJ e da Guanabara, fatos e opiniões acerca do II Tribunal do Júri - do qual foi presidente por 12 anos, foram também comentados pelo desembargador. Outros assuntos conversados por ele foram a extinção dos Tribunais de Alçadas Cível e Criminal, e sua atuação como desembargador do TJ e na Emerj, onde presidiu a Comissão de Iniciação e Aperfeiçoamento de Magistrados.

Índio Brasileiro Rocha nasceu em 16 de abril de 1935 em Monte Alegre, no 6º distrito de Santo Antonio de Pádua, interior do Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou como magistrado nas comarcas de Itaocara, Cantagalo, Piraí, São Gonçalo, Niterói e Teresópolis. Foi também presidente da 3ª Câmara do extinto Tribunal de Alçada Criminal (Talcrim), atuando ainda nas 3ª e 4² Câmaras Criminais do TJ. Fez parte do Órgão Especial, aposentando-se na carreira da magistratura, em 2005.

A entrevista foi coordenada pelo desembargador Ronald Valladares, membro da Comissão de Preservação da Memória do Judiciário, e realizada pelo chefe do Serviço de Gestão de Acervo Documental e Bibliográfico (Segad), Gilmar de Almeida Sá.

O Programa de História Oral e Visual

O Programa de História Oral e Visual do Museu da Justiça nasceu de um projeto, lançado, em 1998, pelo desembargador Luiz César de Aguiar Bittencourt Silva (1925-2011), que visava desenvolver um trabalho de pesquisa historiográfica, tendo por base a metodologia e as técnicas da História Oral. A proposta prosperou, desde então, por sua importância em preservar a memória de vida dos membros da Justiça fluminense, e hoje conta com 162  entrevistados.

O depoimento do desembargador Índio Brasileiro Rocha, já está disponível para consulta pública e em breve constará do sumário existente na página do Museu da Justiça. 

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Mais informações, pelo telefone 3133-3765 ou pelo e-mail dgcom.segad@tjrj.jus.br

O Museu da Justiça é uma unidade vinculada à Diretoria Geral de Comunicação Institucional (DGCOM) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.