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Exposição "Projeto Memória do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro"


A exposição "Projeto Memória do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro" foi inaugurada em 13 de julho de 2011, pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos.  A mostra, que é de longa duração e tem entrada franca, funciona das 11h às 17h, de segunda a sexta-feira, no Antigo Palácio da Justiça, situado na Rua Dom Manuel, 29 - Centro.  São cerca de 50 peças do acervo (documentos, objetos, medalhas e indumentárias), que estão expostas em dois suntuosos ambientes do 3º andar, o Salão Nobre e o Salão dos Espelhos.  O objetivo do evento é dinamizar a memória do Poder Judiciário do Rio, aproximando-o mais da sociedade.  Uma das principais características da exposição é possibilitar ao visitante tocar alguns objetos e manusear cópias de documentos e processo antigos.

Dentre as peças mostradas ao público visitante, estão o belo relógio de mesa pertencente ao TJ do Estado da Guanabara, que funcionou no antigo Palácio da Justiça do Estado da Guanabara, de 1960 a 1974, tendo como decorativo principal a representação de Moisés compondo a Torá (livro da Lei, para o povo hebreu); e a máquina portátil de escrever alemã Mignon, pioneira em seu gênero na década de 30, que usava fita em vez de rolo de tinta para impressão dos caracteres no papel.

Documentos importantes também fazem parte do acervo do Museu da Justiça, como o Registro Civil nº 1 do Brasil, do ministro Edgard Costa, datado de 1907, emitido pelo então Gabinete de Identificação e de Estatística, atual Instituto Félix Pacheco, e cópias para leitura e manuseio dos inventários do jurista "Ruy Barbosa" (parcial) - cujo primeiro tomo fala das casas da Rua São Clemente e de Petrópolis - e do escritor e poeta Casimiro de Abreu - que trata de bens diversos, entre os quais uma fazenda da antiga Vila de São João da Barra.

Os interessados podem manusear ainda cópia de processos criminais antigos, como o do "Crime da Toneleros", que tinha entre os acusados Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do então presidente Getúlio Vargas, condenado como mandante do atentado à vida do jornalista Carlos Lacerda, o qual resultou na morte do segurança, o major da Aeronáutica Rubens Vaz (1954); o do  assassinato da jovem Aida Curi, de 18 anos, em Copacabana, atirada de um prédio de 12 andares (1958) por dois rapazes; e o do crime do Sacopã, que teve grande repercussão na imprensa na década de 50.

Os visitantes poderão também conhecer as novas legendas descritivas dos 15 belos vitrais decorativos, que estão distribuídos pelo antigo prédio, como o da deusa Têmis - que, com seu manto vermelho, representa a Justiça -, situado nas escadarias do hall principal de entrada do prédio; e o do Selo de Salomão - estrelas com seis pontas, que fala da síntese dos opostos -, situado no 2º andar.

Projeto Mémória do Poder Judiciário