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Sementes da Paz

Projeto Sementes da Paz

A violência contra a mulher está presente na história da humanidade desde seus primórdios. Faz parte de um sistema sócio-histórico, que condicionou à mulher a posição hierarquicamente inferior na escala de perfeição metafísica, produzindo relações assimétricas entre homens e mulheres.

Em 2006, com o fito de regulamentar o dispositivo constitucional contra a Violência Doméstica e Familiar e extinguir ou pelo menos minimizar a Violência cometida contra as mulheres, foi promulgada a Lei 11.340, denominada Lei Maria da Penha.

Entretanto, ainda existem mazelas no reconhecimento de igualdade entre os sexos. A violência contra a mulher ainda está incrustada no pensamento estereotipado de uma sociedade herdeira de pensamentos ultrapassados e crenças doentias, que compreendiam a mulher como um ser inferior ao homem, a quem devia obediência total e irrestrita. Há um sistema no imaginário social coletivo da superioridade masculina, estabelecendo como norma a condição do homem como herdeiro único do sistema viril e econômico.

A grande maioria dos casos de violência se inicia no seio familiar, tornando-se o berço para a formação de cidadãos transgressores sem a noção de respeito mútuo. A família é a principal instituição no desenvolvimento de um ser humano e se nela os valores são corrompidos não podemos esperar que jovens tenham comportamentos elementares de respeito para se tornarem cidadãos pacíficos na convivência social.

A Escola é a segunda instituição de maior valia na formação de uma pessoa, pois através do relacionamento escolar o aluno aprende noções coletivas de respeito, viabilizando a compreensão do que é Ser um Cidadão, com deveres e responsabilidades, interiorizando que o dialogo é o único caminho construtivo para a convivência pacífica.

Considerando, portanto, a Família e a Escola como as principais instituições que moldam o comportamento do indivíduo, é mister a criação de projetos para esses segmentos, auxiliando no combate à Violência Doméstica.

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na sua tarefa de distribuir Justiça tem como norma a sua contribuição para o exercício democrático da cidadania e, nessa ótica, não pode se manter inerte frente aos problemas que envolvem as mulheres vitimas da violência.

Neste sentido, por intermédio do Departamento de Ações Pró-Sustentabilidade, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, firme na sua propositura de implementar projetos sociais como marco da gestão atual, realiza o projeto Sementes da Paz.

OBJETO:

 

  • Oferecer aos (às) professores (as) do Estado do Rio de Janeiro maior capacitação na área de Violência Doméstica, a partir de palestras e grupos reflexivos, objetivando o desenvolvimento de um olhar crítico e preventivo na educação dos alunos que vivenciam a violência doméstica.
     
  • Conscientizar os (as) professores (as) sobre as diversas formas de violência, tornando-os aptos a serem agentes na coibição da violência.

 

PRODUTO ESPERADO:

Em Relação ao Público Alvo:

 

  • Propiciar aos (às) professores (as) reflexões sobre violência doméstica e os prejuízos no desenvolvimento emocional dos alunos e na formação dos futuros cidadãos.
     
  • Conscientizar professores (as) sobre os diversos tipos de violência doméstica e as leis vigentes.
     
  • Orientar professores (as) a agirem quando identificarem alunos expostos à violência doméstica.
     
  • Prover auxílio aos alunos que vivenciam a violência doméstica, através de professores (as) e diretores devidamente familiarizados com o tema.
     
  • Minimizar a violência doméstica, através do ambiente escolar.

 

Em Relação ao Tribunal de Justiça:

 

  • Diminuir os índices de violência doméstica no atual cenário social e, consequentemente, diminuir o número de processos judiciais.
     
  • Ampliar as boas práticas de cunho social e de desenvolvimento sustentável do PJERJ, considerando ser este o seu objetivo estratégico.

 

JUSTIFICATIVA:

O "Projeto Sementes da Paz" pretende oferecer aos professores (as) do Estado do Rio de Janeiro, através da aproximação com o Poder Judiciário, reflexões sobre os diversos tipos de violência doméstica, visando capacitá-los como agentes multiplicadores das implicações e desdobramentos da violência na vida dos alunos e na prospecção de futuros cidadãos.

Violência é um comportamento que causa intencionalmente dano ou intimidação moral a outra pessoa. Tal comportamento pode invadir a autonomia, integridade física ou psicológica e até mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado. O termo deriva do Latim violentia, que por sua vez é qualquer comportamento ou conjunto de força e vigor aplicada contra uma pessoa ou coisa.

Infelizmente a violência é adquirida, geralmente, nos lares e nas relações parentais, oriundas de um passado e de gerações que já absorveram desrespeitos básicos, que viabilizaram a agressão contra a integridade humana.

"As relações que estabelecemos com a família na qual nascemos são as mais importantes de nossas vidas e vão representar a base de nosso comportamento futuro" (Groisman, Moisés)

Dessa forma, crianças e adolescentes são o reflexo de suas famílias, pois aprendem em casa padrões comportamentais e transpõem a violência doméstica no meio escolar e na convivência social. É um ciclo que perpetua o comportamento humano ao longo do seu desenvolvimento.

Para tanto, investir em professores (as), através da divulgação de conhecimentos sobre a violência doméstica e a rede de apoio, propicia um novo caminho para lançar as Sementes da Paz e evitar prejuízos emocionais no desenvolvimento dos alunos, assim como diminuir a evasão escolar e minimizar os índices alarmantes de violência doméstica.

PROFESSOR: UM AGENTE CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O (a) Professor (a) é uma referência na vida de um jovem, assim como seus genitores. A escola é o segundo lar que ocupa boa parte do tempo do aluno, ensinando-o a convivência grupal.

Um (a) professor (a) ciente dos desdobramentos da violência doméstica é um valioso agente no combate da propagação da violência, de forma que possa intervir, através da conscientização dos danos, tanto para o aluno como para a família e a sociedade.

Ademais, é uma importante ferramenta na orientação da busca pela paz, mediando conflitos na esfera escolar, demonstrando exemplos e direcionando alunos para alternativas de proteção contra violência, através das reflexões promovidas pelo projeto Sementes da Paz.