Mediação familiar em debate no TJRJ
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 21/02/2019 16:00

“Vamos acolher as pessoas para trabalhar em conjunto, projetar e programar o futuro, promovendo a autonomia em relação aos seus relacionamentos. Na relação familiar, as pessoas devem assumir a responsabilidade pelos seus erros e escolhas”. A declaração é do professor Juan Carlos Vezzulla, co-fundador e presidente científico do Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal (IMAP) e também do Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil (IMAB), ao reforçar a importância do papel do mediador na palestra “Mediação Familiar Emancipadora e Responsável”, realizada nesta quinta-feira, dia 21, no auditório Desembargador José Navega Cretton, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Promovida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJRJ, a palestra foi dirigida aos mediadores e formandos do curso de mediação do Tribunal. O evento contou também com a participação da advogada Célia Nóbrega Reis, vice-presidente do IMAP e do Conselho Cientifico do IMAB. Em sua exposição, ela enfatizou a importância de transformar a pré-mediação obrigatória, o que já está em processo de viabilização em Portugal e na Espanha.

Juan Vezzulla e Célia Reis abordaram ainda, em suas palestras, questões éticas e de que forma a mediação deve ser vista no Judiciário. Segundo eles, o mediador e o advogado precisam trabalhar em cooperação, deixando de lado posturas de enfrentamento.

Durante o debate, a coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), Naura dos Santos Americano, destacou a relevância da mediação. “O importante na sessão de mediação é escutar as partes e fazer com que estas desenvolvam uma independência para se diagnosticarem e trabalharem o problema, antes da judicialização da questão”.

LH/ PC

Foto: Brunno Dantas