A Violência contra a Pessoa Idosa é lembrada neste sábado, dia 15, para conscientização da população
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 14/06/2019 20:19

Nações de diferentes continentes comemoram neste sábado (15/06) o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Instituída em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data cresce de importância a cada ano e não apenas pelo crescimento da população idosa – em 2017, somente o Brasil registrava mais de 30 milhões de idosos -, mas também pela curva ascendente dos maus tratos à terceira idade: Relatório da OMS Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado em 2017 apontou que um em cada seis idosos é vítima de algum tipo de violência em todo o mundo.

No Rio, a população idosa do estado conta com o trabalho e o apoio de 14 Varas da Infância, da Juventude e do Idoso e outras 19 Varas da Família, da Infância, da Juventude e do Idoso do Tribunal de Justiça para assegurar seus direitos.

A juíza Juliana Kalichsztein, titular desde abril de 2014 da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso de Duque de Caxias, destaca que denúncias de violência contra os idosos podem ser realizadas por qualquer meio de comunicação, pessoalmente nas delegacias, conselhos tutelares, órgãos públicos, Ministério Público ou nas Varas especializadas.

- O Dia Mundial da Conscientização da Violência contra Pessoa Idosa é um excelente meio de divulgação das questões relacionadas aos idosos – reforça a magistrada, informando ainda que a maioria dos processos que tramitam na Vara de Caxias é por vulnerabilidade social e maus-tratos.

Em Copacabana, um dos bairros da Zona Sul da capital que concentra grande número de idosos - um terço de seus moradores, inclusive de estrangeiros, já ultrapassaram as seis décadas de vida – o V Juizado Especial Cível (JEC), registrava em seu acervo no fim do ano passado 2.417 ações ajuizadas, sendo que quase 30% (712) tinham em sua capa a tarja ‘Prioridade Idoso’.

- Os idosos são muito atuantes, inclusive, muitos procuram o juizado sem advogado e são atendidos pelo primeiro atendimento, o setor que auxilia quem chega sem advogado. Eles têm consciência de seus direitos e são muito antenados - afirma a juíza Marcia Capanema, titular do V JEC. Segundo ela, a maior parte dos processos envolvendo idosos no Juizado envolvem pedidos de indenização por dano moral e material.

Solidariedade

Além de trabalhar para assegurar o direito dos idosos, o TJRJ lançou um olhar solidário aos que vivem em abrigos e necessitam de maior atenção. Através do Departamento de Ações Pró-Sustentabilidade (Deape), o Tribunal vai realizar o projeto "Como vai você?". A ação visa levar satisfação e bem-estar ao idoso; reduzir a sensação de abandono dos abrigados, dedicando momentos de escuta e de visita; diversificar a qualidade de vida através de atividades promovidas pelas psicólogas em conjunto com voluntários e parceiros; proporcionar aos autônomos a participação nas atividades culturais do Museu da Justiça, entre outras medidas.

O Abrigo Cristo Redentor, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, será a primeira instituição a ser visitada pela equipe do Deape. No próximo dia 28, será realizado um chá da tarde com os idosos abrigados, alguns dos quais já atingiram a casa dos 100 anos.

PC/ FS