Gabinete Web: agilidade, mobilidade e portabilidade para magistrados e servidores
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 12/05/2020 18:56
​​​​​​​Nova plataforma de trabalho na rede vai facilitar gestão de gabinetes, acelerar movimentação de processos e aprimorar trabalho em equipe

Até pouco tempo atrás não era possível pensar que a engrenagem do Judiciário fluminense - com mais de 10 milhões de processos - poderia ser movimentada remotamente por magistrados e servidores. Mas, se toda crise gera uma oportunidade, a pandemia do novo coronavírus provocou uma espiral de inovações na gestão processual. No último dia 9, e nesta terça-feira (12/05),  juízes e  desembargadores, respectivamente,  e servidores participaram de videoconferências que reuniram um total de mais de 2,7 mil pessoas. Foi apresentada a todos a nova ferramenta que vai gerenciar gabinetes de magistrados, o Gabinete Web.

Na abertura do encontro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, disse que o Judiciário tem atuado de forma incansável para garantir a prestação jurisdicional ao cidadão. Teceu elogios a  magistrados e servidores, que se adaptaram - em tempo recorde - às novas formas de trabalho impostas pelo distanciamento social e defendeu o isolamento como medida de preservação da vida:

-- Não estamos de braços cruzados, estamos trabalhando muito. Mas, acima de tudo,  devemos preservar as nossas vidas, as vidas dos nossos familiares e dos cidadãos. Estamos disponibilizando dispositivos e instrumentos para garantir prestação jurisdicional com qualidade. Tenho certeza de  que vamos vencer a crise e sair ainda melhores dela - disse.

Durante a apresentação, o juiz auxiliar da Presidência Fábio Ribeiro Porto discorreu sobre as potencialidades do Gabinete Web. A plataforma 100% na web oferece um leque de benefícios no dia a dia de quem trabalha em gabinetes: magistrados poderão consultar e movimentar processos eletrônicos, atribuir funções e responsabilidades aos assessores; poderão manusear um processo como um livro eletrônico (com funções de virada de página, por exemplo), conversar com servidores e outros juízes via chat; fazer anotações, grifar e hachurar trechos sigilosos nos autos processuais, exportar como PDF e fazer download de trechos ou de todo o processo, além de redigir os atos conforme os pré-estabelecidos em sistemas já utilizados pelo TJRJ, como o DCP e o Projudi. Aliás, o Gabinete Web adapta esses sistemas para as redes:  

- Tudo o que se faz no DCP será feito no Gabinete Web. Nós estamos construindo um avião em pleno voo, e com sucesso. O Gabinete Web prima por usabilidade, mobilidade, portabilidade e escalabilidade. É a maior transformação digital já realizada pela Justiça - afirmou. 

Com um dashboard (painel de funções) personalizado, no qual o magistrado pode destacar o que for mais funcional para sua rotina, o Gabinete Web também obedece a critérios de acessibilidade, e, em breve, poderá ser baixado em dispositivos móveis - smartphones e tablets - no Google Play e App Store. Algumas varas, como a 1ª Cível da Região Oceânica de Niterói, usam o Gabinete Web há mais de dois meses. Manuais e vídeos explicativos da nova ferramenta - em desenvolvimento - serão divulgados em breve para orientar magistrados e serventuários.

 

Construção do projeto com técnicas de ‘design thinking’

Não nasceu do dia para a noite a plataforma Gabinete Web. O juiz Fábio Porto contou que um dos primeiros passos, realizados ano passado, foi promover um reunião com 10 magistrados - cinco desembargadores e cinco juízes - e realizar um intenso brainstorming para encontrar o melhor caminho para a realização do protótipo. Nos encontros, foram aplicadas técnicas de design thinking - um conjunto de ideias e insights que abordam problemas relacionados a futuras aquisições de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções:

-- Esse processo de inovação será feito com segurança e presteza - observou o juiz Fábio Porto. 

 

Ferramenta de videoconferência permite sessões de julgamento na 2ª instância

E em meio à pandemia do novo coronavírus, amplia-se no Judiciário o acesso on-line à Justiça. Uma alternativa é a ferramenta Webex, disponibilizada pela Cisco Brasil e chancelada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Através dela, as Câmaras Cíveis e Criminais  podem realizar sessões de julgamento por videoconferência. O sistema foi apresentado oficialmente aos desembargadores nesta terça-feira (12/5) pelo presidente do TJRJ, desembargador Claudio de Mello Tavares. 

O presidente do TJRJ ressaltou que o período de distanciamento social e de implantação do Regime Diferenciado de Atendimento de Urgência (RDAU) não diminuíram a produtividade do Judiciário, apesar do momento difícil que está sendo enfrentado por todos: 

- Tenho conversado com o governador do estado (Wilson Witzel) e com o presidente da Assembleia Legislativa (André Ceciliano). O momento é de ansiedade, de dificuldade, mas estamos priorizando a preservação da vida e a prestação jurisdicional com qualidade.

O juiz auxiliar da Presidência Fábio Porto apresentou o passo a passo da ferramenta aos magistrados, mostrando como se cadastrar e realizar sessões por videoconferência. Explicou ainda de que forma advogados e partes podem acompanhá -las de onde estiverem e como pode ser resguardado o segredo de justiça, caso seja necessário.

A avaliação é que a Webex é facilmente operada e permite ampliar o trabalho dos magistrados. Com funcionalidade intuitiva e segura, os trâmites são bastante eficientes, apesar de nenhuma plataforma ter sido planejada para atender especificamente o Poder Judiciário.

FB/SD