- Museu da Justiça
- Aconteceu no Museu
- 2026
- Aconteceu no Museu: 15 a 19 de junho
Circuito Centenário do Antigo Distrito Federal - Palestra: O Antigo Palácio da Justiça - 18/06
O Museu da Justiça sediou, no Salão Nobre, nesta quinta-feira (18), a roda de conversa "O Antigo Palácio da Justiça", mais um evento comemorativo do Circuito Centenário do Antigo Distrito Federal (1926 - 2026). Participaram a assessora técnica Tayná Louise de Maria, o chefe do Serviço de Acervo Textual, Audiovisual e Pesquisas Históricas do Museu da Justiça (SEATA) e a historiadora Lydia de Carvalho. A abertura e apresentação ficou por conta da diretora Siléa Macieira.
Os três historiadores centraram as falas tanto na história do prédio do Palácio da Justiça, onde hoje fica o Museu da Justiça, quanto os arredores na região central do Rio de Janeiro. Desde o primeiro Tribunal de Justiça, datado do período colonial, até os detalhes de construção e de arquitetura do atual Museu da Justiça e seu estilo eclético, reflexo direto do período em que foi concebido. Segundo Lydia, doutoranda em História da Arte, o prédio pode ser entendido como documento e, as escolhas arquitetônicas, como forma de afirmar um discurso. "O Antigo Palácio da Justiça nos mostra como a República buscou construir sua legitimidade por meio de imagens, símbolos e referências do passado, que continuam produzindo sentido e dialogando com a sociedade cem anos depois”, argumenta.
Tayná Louise, responsável por coordenar o projeto do Circuito Centenário, chamou também atenção para as inúmeras transformações urbanas pelas quais o antigo bairro da Misericórdia, onde o complexo do TJRJ fica na atualidade, e as inúmeras consequências partir disso. Para ela, a Rua Dom Manuel se transformou, com o tempo, no centro do poder e, com isso, as memórias e formas de sociabilidade que nela existiam foram impactadas.
"Que tipo de reforma urbana era pensada para esse período? Hoje podemos questionar se aquelas reformas eram realmente necessárias da forma como foram executadas e se os benefícios obtidos justificavam os custos sociais e humanos produzidos. Essas são questões fundamentais para compreendermos a cidade e valorizarmos o patrimônio histórico", refletiu.
O Circuito Centenário é um projeto que reúne instituições históricas do Centro do Rio de Janeiro para promover a valorização do patrimônio cultural e estimular novas leituras sobre a história da cidade e realizará atividades comemorativas até setembro. Palestras, aulas públicas e visitas guiadas fazem parte da agenda de atividades.
Confira abaixo os próximos eventos do Projeto:
Visita Mediada — Circuito Centenário: Os vitrais do Museu da Justiça
Condução: Helder Viana
Local: Museu da Justiça. Rua Dom Manuel, 29
26 de junho, 11h
Palestra — O Antigo Banco Alemão Transatlântico, hoje Palácio da Democracia
Local: R. da Alfândega, 42
23 de julho, às 11h
Palestra — Palácio Tiradentes
Local: Rua Primeiro de março, s/n
20 de agosto, 11h
Palestra sobre o Antigo Terminal Marítimo – Thouring Club
Setembro
Visita Mediada com a Escola Eleva - 15/06
O Educativo do Museu da Justiça recebeu, nesta segunda-feira (15), grupo de alunos do 5º ano da Escola Eleva para visita mediada, que teve a exposição "Lideranças Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência" como principal foco.
Troca de Livros Niterói recebe Bruno Policarpo - 16/06
O Museu da Justiça de Niterói recebeu, nesta terça-feira (16), o agente culural Bruno Policarpo para entrevista e e bate-papo mediado pelo arte-educador Whinverson Nunes. Criador da biblioteca comunitária Jornateca Conceição Evaristo, em São Gonçalo (RJ), iniciativa voltada à democratização do acesso ao livro e à leitura, Policarpo é preocupada figura com a democratização e popularização do poder transformador do hábito de ler. Ele utiliza, nesse sentido, a literatura como uma poderosa ferramenta de transformação social e fortalecimento de comunidades.
Houve ainda, na ocasião, a tradicional troca de livros. O projeto funciona a partir de doações de livros destinadas à troca entre o público em que os visitantes são convidados a trazer um exemplar em boas condições e trocá-lo por outro disponível no dia. A iniciativa busca promover a circulação de saberes e conhecimentos, além de estimular o hábito da leitura e o encontro entre leitores.
Oficina Tecendo Memórias: Mulheres Quilombolas - 17/06
O Educativo do Museu da Justiça promoveu, nesta quarta-feira (17), por meio do Programa Saberes Integrados, em diálogo com a exposição Quilombolas do Rio de Janeiro: História e Resistência, a oficina Tecendo Memórias: Mulheres Quilombolas.
A atividade contou com a exibição de um curta-metragem para contextualizar as múltiplas dinâmicas dos territórios quilombolas, abrindo caminhos para a reflexão sobre memória, ancestralidade e pertencimento e, em seguida, participantes foram convidados a construir um arquivo afetivo, inspirados nas trajetórias de mulheres negras significativas em suas vidas, articulando narrativas pessoais e coletivas.
A oficina dialogou com a obra Parede de Memória, da artista Rosana Paulino, que tensiona memória, identidade e herança cultural e, nesse sentido, estimula a sensibilidade por meio da pintura.
Texto: Mauro Machado
Fotos: João Victor










