- Museu da Justiça
- Aconteceu no Museu
- 2026
- Aconteceu no Museu: 23 a 27 de março
Diálogos que Inspiram debate legado de Joel Rufino e educação antirracista
O Educativo do Museu da Justiça realizou, nesta quarta-feira (25), o encontro "Entre memória e luta: A herança de Joel Rufino na Lei 10.639". Estiveram presentes o des. Wagner Cinelli, a arte-educadora Maria Julia Torres, o historiador Giuliano de Miranda e Joana Oscar, da secretaria de educação do município do Rio de Janeiro. O Diálogos que Inspiram nesta edição propõe um mergulho na trajetória e no legado de Joel Rufino dos Santos, intelectual fundamental para a compreensão das lutas sociais no Brasil e sua contribuição para a consolidação da Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas.
Os convidados dialogaram sobre memória, educação, justiça e resistência, conectando o pensamento de Joel Rufino aos desafios contemporâneos da sala de aula e da sociedade e pensa a herança de Joel Rufino como presente e o futuro da educação antirracista no Brasil.
Aula pública debate racismo e violência institucional no Museu da Justiça
O Museu da Justiça realizou, nesta segunda-feira (23), aula pública com tema "Intolerância Religiosa - Racismo e Violência Institucional", em diálogo com a exposição “Entre Histórias e Utopias: o legado de Joel Rufino”, dedicada a Joel Rufino dos Santos, intelectual que dedicou sua trajetória ao enfrentamento das desigualdades e das múltiplas formas de intolerância no Brasil. A aula foi ministrada pela professora Dra. Valquíria Velasco, doutora em História pela UFRJ e docente substituta da UFRRJ.
A professora chamou a atenção para a ligação entre as diferentes manifestações de racismo e como a intolerância religiosa é, na realidade, o sintoma de uma questão ainda mais profunda e enraizada na sociedade brasileira. Nesse sentido, tanto o evento como a exposição sobre Joel Rufino buscam a defesa de uma sociedade mais justa e plural.
Museu da Justiça de Niterói recebe Wayne Marinho em estreia do Museu & Educação
O Museu da Justiça de Niterói realizou, nesta terça-feira (24), a primeira edição do programa Museu & Educação de 2026, com o ator Wayne Marinho. Com formação na Escola de Teatro Martins Penna, no Rio de Janeiro, e licenciando em Teatro pela UNIRIO, Wayne construiu uma sólida trajetória nas artes cênicas, com participação em mais de 20 espetáculos teatrais. Entre seus trabalhos de destaque estão Amor de Baile (vencedor do Prêmio Shell 2024 na categoria Música), com direção de Rei Black e texto de Tati Villela; Yara, dirigido por Ângelo Faria Turci; Esperança na Revolta (Prêmio Shell 2019 de Direção), com direção de André Lemos; O Rinoceronte (indicado ao Shell 2020 de Direção), dirigido por Ricardo Santos; A Saga de Dandara e Bizum a caminho de Wakanda e Marakanãdê. No audiovisual, integra o elenco da segunda temporada da série DOM, dirigida por Breno Silveira, além de participações nas produções Stupid Wife, De Volta ao Jogo, Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente e no filme Os Enforcados.
Visita “Ao Redor da Justiça” percorre memórias do Centro Histórico do Rio
A visita mediada "Ao Redor da Justiça" recebeu mais uma edição nesta terça-feira (24), nas proximidades do Museu da Justiça. As historiadoras Tayná Louise de Maria e Lydia de Carvalho guiaram visitantes pela Rua Dom Manuel na intenção de ir do antigo bairro da Misericórdia até o antigo Paço Real, atual Praça 15 de novembro, para conhecer um verdadeiro lugar de disputas de memórias. Essa visita tem como objetivo conscientizar magistrados, servidores e colaboradores desse território cheio de histórias e memórias da Cidade do Rio de Janeiro, no particular, e do Brasil, no geral.
Ação inclusiva leva jovens do Instituto Teatro Novo ao Tribunal do Júri
Jovens do Instituto Teatro Novo, voltado para inclusão e combate ao capacitismo por meio da arte, participou de simulação de Tribunal de Júri no Museu da Justiça de Niterói nesta quarta-feira (25). Cerca de 20 participantes estiveram presentes em atividade que incluiu visita mediada pelas dependências do Palácio da Justiça de Niterói e, em seguida, contou com experiência teatral. Houve ainda, na ocasião, visita guiada com as deusas Themis e Maat.
A iniciativa configura-se como ação alusiva ao Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, data reconhecida internacionalmente por promover a conscientização sobre a importância da inclusão, da autonomia, do respeito às diferenças e da garantia de direitos das pessoas com Síndrome de Down. Nesse contexto, a atividade busca fortalecer o acesso à cultura, à memória e à cidadania, por meio de uma experiência educativa, acessível e acolhedora.
A proposta teve caráter educativo e inclusivo e visou proporcionar aos participantes uma vivência lúdica e didática acerca do funcionamento do Poder Judiciário, especialmente do Tribunal do Júri, respeitando as especificidades do público envolvido.
Oficina “Mulheres de Justiça” propõe reflexão sobre memória e representatividade
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher e ao centenário do prédio do Antigo Palácio da Justiça, que completa 100 anos neste ano, o Educativo do Museu da Justiça promoveu, nesta quarta-feira (25), o Programa Saberes Integrados promove a oficina Mulheres de Justiça, voltada ao público feminino, como um espaço de escuta, reflexão e criação artística. A atividade propõe valorizar a trajetória e a contribuição das mulheres no campo do Direito, tomando como referência mulheres que atuaram nesse edifício histórico, e articulando arte, memória e educação patrimonial e museal em uma experiência interdisciplinar.
Realizada no Museu da Justiça, a oficina partiu da observação crítica dos bustos presentes no Salão dos Passos Perdidos, que representam figuras masculinas do Judiciário fluminense. A partir dessa constatação, as participantes serão convidadas a conhecer mulheres ilustres ausentes desse espaço e a realizar um gesto simbólico de reparação histórica, por meio da criação artística de bustos de mulheres que marcaram suas próprias trajetórias, promovendo reflexões sobre patrimônio, representatividade e igualdade de gênero.
Teclas Sonoras leva música erudita e popular ao Museu da Justiça
O Museu da Justiça realizou, nesta sexta-feira, mais uma edição do programa Música no Museu. Dessa vez, a apresentação ficou por conta do grupo “Teclas Sonoras” – Quarteto de Teclados, conjunto que se destaca pela versatilidade e pela riqueza de sonoridades exploradas a partir dos instrumentos de teclado. O grupo desenvolve um trabalho artístico que transita entre o repertório erudito e a música popular brasileira, com arranjos elaborados e interpretações marcadas por sensibilidade, precisão técnica e expressividade. Sob direção de Nelma Pataro, o quarteto imprime identidade própria às suas performances, aliando pesquisa de repertório, cuidado estético e compromisso com a difusão cultural. A proposta do concerto é criar um diálogo entre diferentes estilos e tradições musicais, oferecendo ao público uma experiência musical envolvente e acessível em um ambiente histórico e acolhedor.
Texto: Mauro Machado
Fotos: João Victor / Marta Vasconcelos



















