Justiça ouve ex-vereador Jairinho, acusado pela morte de Henry Borel
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 13/06/2022 17:02

No plenário do Segundo Tribunal do Júri, Jairinho está sentado no banco destinado ao réu olhando para a juíza Elizabeth Louro, que está sentada à frente dele. Os advogados de defesa de Jairinho estão sentados ao seu lado esquerdo.

Jairinho é interrogado no II Tribunal do Júri: processo segue para alegações finais

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi interrogado nesta segunda-feira (13/6) na 2ª Vara Criminal da Capital. Ele e Monique Medeiros, sua namorada à época, são acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, filho de Monique, em março de 2021.

O interrogatório começou com cerca de duas de atraso, por volta das 11h30. Jairinho se recusou a responder perguntas do Ministério Público e do assistente de acusação. A juíza Elizabeth Machado Louro informou o réu sobre o direito de ficar em silêncio constitucionalmente garantido e que ele poderia responder somente às perguntas que quisesse.

Jairinho iniciou sua fala, fazendo um retrospecto de sua vida desde a infância até os relacionamentos afetivos que teve, dos filhos e de seu namoro com Monique.

 O réu questionou laudos e negou o homicídio. No depoimento, pedido pela sua defesa, Jairinho relembrou o dia da morte da criança, negou que Henry atrapalhasse seu relacionamento com Monique e disse que faz uso dos medicamentos que tomou para dormir no dia do fato há mais de 15 anos. Disse ainda que socorreu logo o menino e criticou que o caso virou “midiático”.

Jairinho é interrogado e observado por um policial militar

Jairinho é interrogado: a audiência sofreu atraso de quase duas horas

Em relação às lesões encontradas no corpo de Henry, ele atribuiu aos procedimentos médicos realizados no hospital e negou ter praticado qualquer tipo de violência contra a criança.  Jairinho também criticou o fato de o Hospital Barra D’or, onde Henry foi atendido, não ter fornecido as imagens solicitadas pela sua defesa e disse estranhar que, até o dia do velório, a morte foi tratada como acidental e, depois, foi construída a narrativa de ter ocorrido um crime. 

O acusado questionou os documentos apresentados pela perícia, destacando o laudo de raio-x, que seria, segundo ele, “obscuro, negligente e omisso”.  A audiência foi encerrada às 18h55, por orientação da sua defesa, após o réu afirmar estar sofrendo muito, assim como sua família, e dizer que vive “um filme de terror”.

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Fotos: Brunno Dantas/TJRJ