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Literatura e saberes dos povos indígenas são celebrados no Centro Cultural
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 17/04/2026 13h41

A imagem mostra um evento realizado em um auditório de pequeno porte, com o público sentado em cadeiras voltadas para um palco simples. No centro, há uma mesa com três participantes: uma mulher vestindo roupa clara, que está falando ao microfone e gesticulando com a mão levantada, e dois mediadores ao lado, um homem e uma mulher, sentados e atentos. Ao fundo, um telão exibe a identidade visual do evento, com os logotipos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro e do CCPJ-RJ (Centro Cultural do Poder Judiciário). Ao lado direito do palco, há um banner vertical com a mesma identidade visual. A plateia é diversa, composta por homens e mulheres, muitos deles atentos à fala, alguns fazendo anotações.

                                     Artista indígena Márcia Wayna Kambeba foi a convidada do programa Do Direito à Literatura, do CCPJ

 

O dia 19 de abril marca a celebração do Dia dos Povos Indígenas, inspirado na data em que foi realizado o Congresso Indigenista Interamericano na cidade de Pátzcuaro, no México, em 1940. Naquela ocasião, representantes de países das américas se reuniram em uma assembleia para definir políticas de proteção aos povos indígenas.  

Algumas décadas depois, essa comemoração carrega o objetivo de valorizar a cultura e preservar a memória dos povos originários. Por isso, o Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ) recebeu, nesta quinta-feira, 16 de abril, a escritora, pesquisadora, poeta e artista indígena Márcia Wayna Kambeba para mais uma edição do programa Do Direito à Literatura. 

Doutora em Linguística e Mestre em Geografia, Márcia recitou alguns poemas de sua obra Saberes da Floresta, que aborda memória e ancestralidade para refletir sobre relações pessoais, formas de pensar o mundo e modos de ensino e aprendizagem. Para ela, poder falar sobre os saberes que foram compartilhados por seus antepassados é uma forma de conectar as diferentes formas de conhecimento. 

“A sociedade não indígena, cada vez mais, abre caminhos para que nossos saberes possam se interligar e é muito importante criar pontes para ligar esses mundos. Estar aqui hoje é uma forma de proporcionar essa conexão, a partir de saberes que a universidade não traz.” 

Ela contou ao público a história do surgimento de seu povo, Omágua/Kambeba - segundo a tradição, o primeiro homem e a primeira mulher nasceram de uma gota de chuva – e apresentou aspectos importantes da literatura indígena e seu processo criativo.  

A imagem mostra um evento cultural realizado em um auditório, com uma mesa de debate posicionada à frente do público. Em destaque, uma mulher em pé fala ao microfone enquanto levanta um livro com uma das mãos, direcionando-o à plateia. Ela veste roupas claras com um blazer escuro e acessórios, transmitindo uma postura expressiva e envolvente. Ao fundo, um telão exibe os logotipos do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (PJERJ) e do CCPJ-RJ (Centro Cultural do Poder Judiciário). A iluminação verde nas laterais cria um ambiente moderno e institucional. À direita, há um banner vertical com a identidade visual do CCPJ-RJ. Sentados ao lado, dois mediadores acompanham a apresentação: uma mulher com blazer vermelho e calça clara, segurando um caderno, e um homem com roupa casual — camisa, jaqueta e tênis — também atento. Entre eles, uma pequena mesa de madeira exibe um livro em destaque, além de um copo de água. A plateia, composta majoritariamente por mulheres, está sentada em cadeiras voltadas para o palco, observando atentamente a fala.

Marcia Kambeba recitou versos da literatura indígena em conversa com a Diretora do CCPJ Ana Paula Teixeira e o Chefe de Serviço Educativo Wanderlei Barreiro Lemos

“A literatura indígena não nasce de um estalo ou de uma vontade de escrever, ela precisa de um porquê. Tem que ter uma relação com o território e com o coletivo. Tem que ter saberes passados de pai para filho, de avô para neto, e que chamamos de ancestrais. Quando aprendemos a ouvir, também aprendemos a contar, e só vamos ter memória ao ouvirmos o outro.” 

O encontro desta quinta-feira foi mediado pela diretora do CCPJ, Ana Paula Teixeira Delgado, e pelo chefe de Serviço Educativo do CCPJ, Wanderlei Barreiros Lemos, além da presença de representantes de diferentes povos originários na plateia, em uma bela homenagem à cultura e tradição dos povos indígenas.  

PB*/SF

*Estagiário sob supervisão

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ