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Centro Cultural do Poder Judiciário: ano marcado por peças, música e rodas de conversa
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 01/01/2026 11h

Montagem com alguma das ações realizadas pelo CCPJ ao longo de 2025

                                 Peças, música e rodas de conversa marcam o ano de 2025 do Centro Cultural do Poder Judiciário 

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) já foi palco de audiências marcantes, júris históricos e casos curiosos. Mas o Judiciário fluminense também se consolida como espaço de relevante programação cultural.  

Peças de teatro como Lady Tempestade, com Andréa Beltrão; noite de música com Roberto Menescal; tributo a Milton Nascimento e roda de conversa com o escritor Jeferson Tenório figuraram entre os eventos que movimentaram as noites do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro.  

À frente dessa agenda está a magistrada responsável pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), desembargadora Cristina Tereza Gaulia, que coordena as iniciativas e amplia o alcance das ações promovidas.  

A magistrada ressalta a cultura como fundamental não só para a atuação judicial, mas, também, para conectar realidades diferentes. Segundo ela, “a cultura é o pilar sobre o qual qualquer centro cultural é construído. Ela é a ponte que permite ao magistrado ir ao encontro do outro para perceber a sua realidade. Quando queremos conhecer aquele que não faz parte do nosso grupo, da nossa classe ou da nossa convivência, só por meio da cultura. O magistrado vive momentos no papel, escutando testemunhas e interrogando pessoas, mas não tem o sentimento real dessas dores. Essas experiências são alcançáveis por essa ponte”.  

Imagem da desembargadora Cristina Tereza Gaulia

Para a desembargadora Cristina Tereza Gaulia, responsável pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), a cultura desenvolve criatividade, sensibilidade e capacidade de intuição

Em 2025, foram realizados 52 eventos, com uma multiplicidade de opções e média de 50 participantes por atividade. A desembargadora acrescenta que as iniciativas do CCPJ dialogam diretamente com o cotidiano.  “Quando você assiste a uma peça como Lady Tempestade, reconhece o trabalho de advogados que, durante a ditadura, atuaram na defesa de presos políticos — uma experiência que o magistrado, muitas vezes, não vivenciou. A cultura abrange um leque amplo de manifestações”, completou.  

Selo Prata da Casa  

Quando há participação de integrantes do TJRJ em alguma atividade, o CCPJ utiliza o selo “Prata da Casa”. Segundo a desembargadora, esse destaque busca valorizar a atuação de servidores, magistrados e colaboradores que integram a programação do Centro Cultural.  

“A ‘prata da casa’ permite que o público veja a qualidade do que músicos, poetas, servidores e magistrados podem produzir. A cultura estimula a criatividade, e a ideia é mostrar que cultura também é lazer — e que, sem ela, o mundo fica estreito. Muitas pessoas dizem não gostar de teatro ou cinema, mas nunca tiveram a oportunidade de vivenciar essas experiências”, explicou.  

Programas do CCPJ  

O Centro Cultural mantém programas específicos para cada modalidade de evento. As peças teatrais são apresentadas no Justiça em Cena. Na área literária, destacam-se iniciativas como Do Direito à Literatura, Cena Lida Cena Comentada e Literarius. As palestras são promovidas no Observatório em Diálogo, enquanto os espetáculos musicais integram o Nota Justa, e a arte dos poemas e seus poetas encontra espaço no Justiça Poética. Já os debates sobre filmes e suas interpretações são realizados no Cine Magister.  

A ala dedicada às pesquisas de caráter transdisciplinar — sobretudo nas áreas de Humanidades, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Naturais e Tecnologia da Informação, com enfoque histórico — está a cargo do Observatório de Pesquisa Desembargador Felippe de Miranda Rosa, uma divisão do CCPJ.  

A desembargadora destacou que o interesse pela cultura começa na infância, quando uma criança observa um adulto empolgado com uma peça, um filme ou uma exposição e, assim, desperta sua própria curiosidade. Ressaltou que a cultura desenvolve criatividade, sensibilidade e capacidade de intuição.  

Novas atrações para 2026  

A programação do próximo ano contará ainda com um evento dedicado à Semana de Arte Moderna, incluindo um dia especial em homenagem a Carlos Drummond de Andrade. Também estão confirmadas as participações de diversos escritores, entre eles o líder indígena e membro da Academia Brasileira de Letras, Ailton Krenak, e a autora de Um defeito de cor e primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Gonçalves.  

VS/SF  

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ