Museu da Justiça reúne exposições para visitação até o fim do mês
Neste mês de janeiro, o Museu da Justiça tem várias exposições em cartaz gratuitas e abertas ao público. Confira abaixo a programação:
Quintal – Exposição dedicada ao aniversário da cidade de Niterói por Patrícia Grossi
O Museu da Justiça de Niterói apresenta a exposição “Quintal”, um projeto que reúne mandalas criadas a partir de fotografias contemplativas e arte digital, inspiradas nos registros da Praia de Icaraí. A obra é uma homenagem da artista Patrícia à sua cidade natal, Niterói. Cada mandala nasce da fusão entre imagens e inteligência artificial, funcionando como um “pincel invisível” que evoca uma natureza imaginária. Essas formas circulares se desdobram como pequenos universos, revelando a conexão profunda entre a artista e o território afetivo onde cresceu – do outro lado da Ponte Rio-Niterói.
O projeto teve início em setembro de 2020, quando Patrícia transformou suas caminhadas pela praia em uma prática meditativa. Entre passos descalços na areia e mergulhos no mar, ela silenciou a mente para contemplar a vida. Nesse processo, descobriu novas formas de habitar o espaço natural que antes era apenas cenário de passagem.
A exposição convida o público a revisitar seus próprios territórios internos e a refletir sobre a relação com o cotidiano e com os horizontes que se estendem além do que chamamos de lar.
Serviço:
Visitação de segunda a sexta, das 11h às 17h
Museu da Justiça de Niterói - Edifício Desembargador Jalmir Gonçalves da Fonte - Espaço Multiuso
Endereço: Praça da República, s/nº, Centro - Niterói
Entrada Franca | Classificação livre
Tradição que Inspira - Arte que permanece
O Museu da Justiça do Rio apresenta a exposição “Tradição que Inspira – Arte que Permanece”, que celebra a atemporalidade da porcelana e da pintura. A mostra reúne porcelanas pintadas à mão e pinturas em óleo do Ateliê Oitocentos°, dos artistas Helena de Menezes e Rigoberto Barcos, cujo trabalho une técnica refinada e sensibilidade estética, revelando a continuidade das tradições artísticas em diálogo com o presente.
A exposição conta também com obras do desembargador Marco Aurélio Fróes, que encontrou na pintura um novo modo de escuta e contemplação. Suas telas, inspiradas em casarios e memórias urbanas, traduzem o olhar sensível de quem transforma o silêncio e o cotidiano em poesia visual. Juntas, as obras compõem um percurso sobre o tempo, a beleza e a permanência da arte.
Serviço:
Visitação de segunda a sexta, das 11h às 17h
Museu da Justiça do Rio de Janeiro - Hall da Lâmina III do TJRJ
Endereço: Rua Dom Manuel, 37 – Centro, Rio de Janeiro
Entrada Franca | Classificação livre
Entre Histórias e Utopias: o legado de Joel Rufino
A exposição “Entre Histórias e Utopias: o legado de Joel Rufino” é uma homenagem a um dos maiores intelectuais brasileiros. Historiador, escritor, professor e militante incansável da igualdade racial, Joel Rufino dos Santos dedicou sua vida a pensar o Brasil sob a ótica da justiça, da cultura e da cidadania. A mostra convida o público a revisitar sua trajetória múltipla — da produção literária à atuação política e acadêmica —, revelando um homem que acreditava no poder das palavras para transformar o mundo.
Reunindo textos, imagens, objetos pessoais e obras inspiradas em suas ideias, a exposição cria uma narrativa sensível e potente sobre memória, resistência e esperança.
Mais do que revisitar a história de Joel Rufino, “Entre Histórias e Utopias” propõe uma imersão em seu pensamento humanista e visionário — um convite para refletir sobre o Brasil que temos e o país que ainda podemos construir.
A exposição é fruto da parceria entre o Museu da Justiça e o Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus).
Serviço:
Visitação de segunda a sexta, das 11h às 17h
Museu da Justiça do Rio de Janeiro - Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro
Endereço: Rua Dom Manuel, 29, Centro, Rio de Janeiro
Entrada Franca | Classificação livre
“Origens do Direito e princípios da Justiça” e “História do Direito e da Justiça no Brasil”
Com o objetivo de aproximar a sociedade do universo jurídico e fortalecer a formação cidadã, o Museu da Justiça inaugurou duas exposições de longa duração que apostam na imersão e interatividade para abordar as origens das leis, os princípios da justiça e a trajetória do direito no Brasil. As salas convidam o público a refletir sobre o papel da Justiça na construção da sociedade, conectando passado e presente de forma dinâmica e acessível.
Na primeira exposição, os visitantes iniciam sua jornada explorando os primeiros códigos jurídicos da história da humanidade, como o Código de Hamurabi e a Lei das Doze Tábuas, em uma linha do tempo que revela como as leis foram moldando as civilizações.
Já na segunda sala, o foco se volta para o Brasil, com uma cronologia temática das principais leis, instituições jurídicas e casos judiciais emblemáticos. Figuras históricas como o advogado abolicionista Luiz Gama, o líder Guarani e ambientalista Marçal Tupã-Y e a presa política Inês Etienne Romeu surgem como protagonistas de lutas por justiça que atravessam a história brasileira.
Serviço:
Visitação de segunda a sexta, das 11h às 17h
Museu da Justiça do Rio de Janeiro - Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro
Endereço: Rua Dom Manoel, 29, – Centro, Rio de Janeiro
Entrada Franca | Classificação livre
Exposições virtuais do Museu da Justiça
As exposições promovidas pelo Museu da Justiça são concebidas a partir de pesquisas desenvolvidas pelas suas equipes, do acervo sob sua guarda ou por artistas diversos, e têm por objetivo estimular a reflexão acerca de temas relacionados a justiça, direitos, cidadania e os desafios da sociedade contemporânea. Clique neste link para visitar as exposições virtuais.
Classificação livre
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