Museu da Justiça promove visita mediada com professores da rede municipal
A visita contou com a participação de quinze professores da rede pública
Uma interseção entre o ensino museal e o ensino formal. O Museu da Justiça realizou, na sexta-feira, 23 de janeiro, uma visita mediada com docentes da rede municipal da Educação Infantil e dos Ensinos Fundamentais I e II. A ação marca o início de uma parceria institucional que tem como objetivo ampliar o acesso de estudantes da rede pública ao patrimônio histórico, cultural e educativo do Judiciário.
A atividade integra uma iniciativa para disponibilizar a programação educativa do Museu da Justiça às escolas da rede municipal que manifestarem interesse, feita em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME). De acordo com a diretora do Museu da Justiça, Siléa Macieira, a iniciativa atende a uma orientação institucional clara:
“Em 2026, o Museu tem como meta receber mais alunos e fortalecer suas ações museais, patrimoniais e educativas. Estamos com essa missão. A ponte para isso são os professores, por meio da Secretaria, que já organizam visitas e passeios. Queremos incluir o Museu nessa rota”, completa a diretora.
A visita apresentada aos docentes correspondeu ao circuito base do Museu, do qual se desdobram outras modalidades como visitas mediadas, teatralizadas, arquitetônicas e oficinas educativas. A atividade teve como objetivo apresentar os diferentes formatos disponíveis no espaço, permitindo que os educadores conhecessem as possibilidades pedagógicas.
Os docentes também conheceram o antigo Tribunal do Júri, além de terem a oportunidade de visitar as exposições que o Museu disponibiliza
Durante o percurso, os professores também se reuniram com a equipe educativa do Museu, responsável por transformar a experiência em conteúdo pedagógico, para discutir sobre as exposições que o Museu oferece e as possíveis temáticas de aula que podem ser trabalhadas.
O professor de História da Escola Municipal Frei Gaspar, Philipe Saúde de Souza, destaca que visitar instituições como o Museu da Justiça abre um “leque” de possibilidades para seus alunos. “Fica registrado na vida dele a possibilidade de ser um advogado, um promotor, uma advogada, uma juíza, uma desembargadora”.
Já a professora Camila de Almeida Guarany Francisco, da Escola Municipal Alice do Amaral Peixoto, ressalta o impacto social dessa aproximação entre escola e museu:
“Muitas pessoas ainda olham para um museu e pensam que ele é um lugar que não foi feito para elas, que é ‘coisa de gente rica’. Essa troca entre a escola e o museu pode mudar isso dentro das famílias, porque as crianças chegam em casa contando, convidando os pais, mostrando que aquele espaço também é deles”.
Os professores Philipe Saúde e Camila de Almeida após a visita mediada
A parceria do Museu da Justiça com a SME também prevê que a Secretaria seja responsável pelo transporte dos estudantes, viabilizando a participação das escolas interessadas. Com a consolidação do projeto, as unidades escolares poderão agendar diferentes atividades educativas, como visitas mediadas com foco na arquitetura do espaço, visitas teatralizadas, oficinas de saberes integrados, simulação de júri e atividades nas salas interativas, destinadas ao público do Ensino Fundamental e Médio.
VM/IA
Fotos: Felipe Cavalcanti / TJRJ