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Juízo da 1ª Vara Criminal da Capital ouve testemunhas em processo  sobre morte de mulher durante lipoaspiração  
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 28/02/2026 10h18

 

                              Primeira audiência de instrução e julgamento do caso foi realizada na última sexta-feira, dia 27
 

O juízo da 1ª Vara Criminal da Capital realizou, na última sexta-feira, 27 de fevereiro, a primeira audiência de instrução do processo em que o médico José Emílio de Brito e a enfermeira Sabrina Rabetin Serri são acusados pela morte da técnica de segurança do trabalho Marílha Menezes Antunes, de 28 anos. A vítima faleceu, em setembro de 2025, durante uma lipoaspiração realizada no Hospital Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou perfuração no rim e hemorragia interna. Os dois respondem por homicídio qualificado.  

A audiência de instrução foi conduzida pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza. O perito da Polícia Civil Taurion Ortiz foi a primeira testemunha ouvida. Ele contou que, no exame de necropsia, foi encontrada uma grande quantidade de sangue na cavidade abdominal da vítima.  

                                                          Audiência foi conduzida pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza

Em seguida, foi ouvida a testemunha Liane Lopes Barbosa, que trabalhava na clínica onde foi realizado o procedimento cirúrgico. Ela disse que, quando entrou na sala de cirurgia, a vítima já estava em parada cardiorrespiratória.  

A médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Flávia Herculian Capel afirmou que, ao chegar ao local, poucos minutos depois, constatou sinais de que a vítima já estava em óbito. Ela relatou que a equipe do réu realizava manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) havia mais de uma hora e meia. A médica foi a responsável por comunicar aos familiares que Marílha já se encontrava morta, pois o médico réu apresentava sinais de nervosismo.  

Claudia Maria da Cunha Neves, integrante da Vigilância Sanitária, participou da vistoria realizada no local. Segundo ela, em inspeção anterior, foram identificados medicamentos vencidos e um desfibrilador antigo, sem a capacidade necessária para a realização das checagens de funcionamento antes e após os plantões médicos. 

Silvânia Maria Dias Lopes, integrante da equipe do Samu, e Lilian da Silva Lima, técnica de enfermagem do Samu 2, também prestaram depoimento. Silvânia afirmou ter sido uma das últimas a chegar ao local e relatou que não permaneceu na sala em razão da superlotação do espaço. 

Já Lilian declarou que, ao chegar, presenciou a atuação conjunta da equipe na tentativa de reanimar a vítima, integrando o revezamento nas manobras de reanimação. 

A continuação da audiência foi designada para o dia 10 de abril, às 14h30.

Processo nº: 0089573-70.2025.8.19.0001 

IA/VS/SF

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ