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TJRJ cobra maior competitividade do Banco do Brasil na gestão de ativos
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 06/03/2026 17h42

Objetivo do encontro foi discutir o aprimoramento da gestão dos recursos do Fundo Especial do Tribunal e dos Depósitos Judiciais

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) realizou, na terça-feira, 3 de março, a última reunião de uma rodada estratégica com as principais instituições financeiras do país. O encontro com representantes do Banco do Brasil teve como objetivo central discutir o aprimoramento da gestão dos recursos do Fundo Especial do Tribunal e dos Depósitos Judiciais.

Durante a reunião, o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro, adotou um tom firme ao enfatizar a necessidade de competitividade no novo cenário jurídico e econômico. O magistrado alertou que os bancos públicos, como o Banco do Brasil, precisam ser mais agressivos em suas ofertas para enfrentar a crescente concorrência de instituições privadas.

"Com a mudança no Código de Processo Civil, que deixou de exigir o uso exclusivo de bancos oficiais, o TJRJ busca provocar o mercado para obter propostas mais vantajosas", afirmou o presidente. O magistrado ressaltou que o Banco do Brasil deve "fazer o dever de casa", citando que outras instituições têm demonstrado maior agressividade em licitações recentes, oferecendo taxas significativamente superiores às da instituição pública. O desembargador reiterou que, embora exista uma relação histórica e sólida com o Banco do Brasil, o compromisso primordial da Corte é com o interesse público, o que exige a busca pela maior rentabilidade aliada à segurança técnica.

Análise e Transparência

O presidente da Comissão de Políticas Institucionais para Integração da Gestão Estratégica, Financeira e Orçamentária (Copae), desembargador Elton Leme, avaliou o ciclo de encontros como extremamente positivo. Segundo Leme, o objetivo de apresentar ao mercado financeiro o potencial dos fundos do Tribunal e suas expectativas de remuneração foi plenamente alcançado.

“Queríamos apresentar o potencial que temos e atrair uma remuneração que atenda de forma mais eficiente as expectativas do Tribunal, com baixíssimo risco, pois temos aversão ao risco”, explicou o desembargador. O magistrado destacou que o processo confere transparência à gestão e prepara as instituições para as futuras licitações, garantindo que elas estejam cientes das necessidades de conservadorismo e eficiência da corte.

Próximos Passos

A reunião com o Banco do Brasil encerrou um cronograma de diálogos que incluiu Bradesco, Itaú, BTG Pactual, Santander e Caixa Econômica Federal. O Tribunal busca otimizar a gestão de seus ativos, especialmente considerando que o contrato vigente para a administração dos depósitos judiciais – atualmente sob a responsabilidade do Banco do Brasil -  se encerra em julho de 2027.

Quanto ao cronograma futuro, o desembargador Elton Leme informou que, após esta fase de diagnóstico e coleta de propostas, os bancos continuarão a amadurecer suas ofertas internamente. A previsão é de que a primeira bateria de negociações concretas e licitações por parcelas do fundo comece no segundo semestre deste ano, à medida que os contratos atuais forem vencendo. A Copae agora consolidará um parecer técnico para embasar as decisões da Presidência do TJRJ sobre a movimentação e aplicação dos recursos para os próximos anos.

Participaram também dos diálogos da última terça-feira os desembargadores João Ziraldo Maia e Alexandre Teixeira de Souza; os juízes auxiliares da Presidência João Luiz Ferraz de Oliveira Lima e Marcelo Martins Evaristo da Silva; o juiz Fabiano Reis dos Santos; o secretário-geral de Planejamento, Coordenação e Finanças (SGPCF), Eliezer Viana de Oliveira; e o secretário-geral de Gestão de Pessoas (SGPES), Gabriel Albuquerque Pinto.

AB/MB

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ