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Dia Internacional da Mulher: atuação feminina se consolida em diferentes áreas do TJRJ
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 08/03/2026 08h56

A imagem apresenta uma montagem de fotos com as quatro mulheres citadas no texto.

Maria Eugênia Borges, Luciana Vidal e Lucilia de Lima e Abab Nino

Mais do que uma celebração, o Dia Internacional da Mulher é uma data que convida à reflexão sobre a presença feminina nos diferentes espaços da sociedade. No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) não é diferente. Se por muito tempo esse ambiente foi ocupado majoritariamente por homens, essa realidade vem se transformando ao longo dos anos. Em 2025, o TJRJ liderou os índices de paridade de gênero no país. De acordo com o Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), principal fonte de estatísticas oficiais do Poder Judiciário, 49% dos cargos de magistratura no Rio de Janeiro são ocupados por mulheres.   

Mas, ao andar pelos corredores do Tribunal, é possível perceber que a força feminina se reflete em diversas áreas, não apenas na magistratura. Ao todo, entre servidoras, colaboradoras, terceirizadas e estagiárias, são mais de 14 mil mulheres ocupando seus lugares dentro do TJRJ. Competentes, determinadas e com orgulho do que fazem, elas demonstram no dia a dia que a frase "lugar de mulher é onde ela quiser" nunca esteve tão atual.    

Por todo lugar

A imagem mostra duas mulheres segurando capacetes de obra

Luciana e Lucilia são responsáveis por coordenar uma equipe de mais de 140 colaboradores do Tribunal de Justiça 

Foi dessa maneira com a supervisora técnica em edificações Luciana Vidal da Conceição. Ela trabalha coordenando uma equipe formada por cerca de 140 homens que atuam diariamente na manutenção civil nos prédios que formam o complexo do Fórum Central. Para dar conta de tamanha responsabilidade, Luciana leva na bagagem a experiência e o orgulho de estar há 22 anos no Tribunal de Justiça.     

“Comecei na área administrativa, no setor de Engenharia. Trabalhava com arquitetos e engenheiros cuidando dessa parte. Como já estava nesse meio, surgiu o interesse e fui fazer o curso técnico. Me formei em Edificações, trabalhei um tempo como técnica e, depois, me tornei supervisora. Aqui, no Tribunal, vemos outras pessoas que tiveram oportunidades, é só querer conquistar seu espaço. Aqui eu me sinto respeitada e acolhida.” 

Na rotina corrida, ela conta com o apoio da técnica Lucilia de Lima, no TJRJ há dois anos. Embora tenha buscado dar chance para uma carreira na área de estética, Lucilia se encontrou na construção civil enquanto ainda era estagiária em uma empresa do ramo. Por lá, ao observar outra mulher em um papel de liderança, se inspirou e decidiu que era ali o seu lugar. Hoje, Lucilia acredita que também pode servir de inspiração para quem almeja uma oportunidade nesse segmento.     

“Acho importante ocuparmos qualquer tipo de espaço. Hoje, ocupamos muito mais do que anos atrás, você vê mulheres em todos os lugares. É desafiador e depende do que você deseja, e eu escolhi estudar para isso. É gratificante olhar no espelho e saber que sou guerreira, que tenho meu dinheiro e não preciso pedir nada a ninguém. E eu tenho certeza absoluta de que nós podemos, sim, influenciar outras mulheres que nos veem, mesmo que não conversemos diretamente.” 

Uma data para refletir

A servidora Maria Eugênia posa para a foto sentada na sua estação de trabalho.

Servidora há 32 anos, Maria Eugênia Borges busca passar o que aprendeu no TJRJ para as novas gerações  

A diretora da Divisão de Análise de Negócios Legados (Dileg) da Secretaria-Geral de Tecnologia da Informação (SGTEC), Maria Eugênia de Castro Borges, tornou-se servidora em 1994. Desde o início dessa extensa trajetória, acompanhou não apenas o avanço dos sistemas tecnológicos, mas também da participação feminina nas atividades do TJRJ.  

“Houve um aumento tanto na tecnologia quanto no Direito, e isso torna o ambiente mais leve. Aqui é um lugar acolhedor, onde você consegue se colocar e ter suas posições. Na minha função, tento sempre ajudar as colegas que estão chegando, seja com dicas ou com histórias do que já vivi aqui dentro. Eu poderia até estar aposentada, mas prefiro estar aqui ajudando e sendo produtiva”, compartilhou.  

Sendo referência para as novas gerações, ela fez questão de reiterar a importância do Dia da Mulher como um momento para refletir sobre o momento atual feminino na sociedade.  “Infelizmente, hoje essa data também nos faz pensar muito na violência contra a mulher e na necessidade de combater esse problema. O Tribunal tem se empenhado em tentar ajudar a sociedade a resolver esse problema, mas acredito que a educação é fundamental para solucionar essa questão”. 

A imagem mostra uma mulher posando para a foto em pé com uma janela atrás.

Abab Nino, pesquisadora do Napjus, acredita que o Dia Internacional da Mulher é mais do que uma comemoração e deve servir como momento de reflexão  

A pesquisadora do Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus) Abab Nino Souza Félix Pereira Batista pensa de forma parecida. Para ela, datas como essa funcionam como instrumentos de reflexão para que instituições debatam assuntos de grande importância para a sociedade. 

“O Dia da Mulher é importante porque mobiliza instituições e empresas a discutir temas que, muitas vezes, ficam de lado no cotidiano. No fim das contas, esse movimento acaba gerando iniciativas com impacto real. Mas é fundamental que esse debate não se limite ao 8 de março e se traduza em políticas institucionais permanentes que realmente produzam mudanças em diversos setores da sociedade", enfatizou.

DA*/PB*/IA/SF 

*Estagiários sob supervisão

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ