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Historiador Luiz Antonio Simas fala sobre História Pública, memórias do Rio de Janeiro e Joel Rufino
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 05/09/2023 20:17

A 24ª edição do Humanitas - Ciclos de Diálogos Interdisciplinares do Museu da Justiça, apresentou nesta terça-feira (05/09) uma conversa com o historiador, pesquisador, professor e escritor Luiz Antonio Simas, que falou sobre o tema Os Desafios da História Pública – Como tornar a História acessível à coletividade. 
 
Simas começou a exposição falando sobre o que deve ser entendido por História Pública: “É a que tem por objetivo engajar diferentes tipos de públicos que não são especialistas no estudo da História, de uma forma crítica e participativa”. 
 
O historiador contou que se apaixonou pela História quando estudava, no Ensino Médio, sobre a 1ª República, que vai do fim da Monarquia até a chegada ao poder de Getúlio Vargas. “Estudar a Revolta da Vacina me abriu uma perspectiva muito intrigante, pois tive a percepção de que qualquer grupo social, qualquer pessoa é dotada de historicidade”, contou. 
 
Luiz Antonio falou sobre sua transição para a área da Educação, a princípio com crianças e adolescentes, e, após, com sua ida para as aulas nas ruas e nos mais inusitados locais, como botequins. “O botequim é a Ágora carioca”, afirma o escritor, comparando os bares do Rio de Janeiro às praças públicas na Grécia antiga, onde os atenienses se reuniam para discutir os mais diversos assuntos.  
 
“O Rio de Janeiro é uma cidade propensa a destruir sua memória, basta lembrarmos do Morro do Castelo, da casa da Tia Ciata, lugares importantes para a nossa história que não existem mais”, afirmou o autor de livros que falam sobre essa memória, como “Pedrinhas Miudinhas: ensaios sobre ruas, aldeias e terreiros”; Almanaque brasilidades: um inventário do Brasil popular” e “Umbanda: uma história do Brasil”. 
 
O professor e historiador Joel Rufino, que foi diretor de Comunicação do Tribunal de Justiça do Rio em 2015, ano em que morreu em decorrência de uma cirurgia no coração, recebeu uma menção especial na fala de Simas, que considera que o professor foi decisivo na sua admiração pela História. Simas contou que, depois de haver organizado o evento “O desenforcamento de Tiradentes” no Tribunal de Justiça, Rufino planejava fazer, em parceria com ele, uma “descomemoração da Lei do Ventre Livre”. 
 
Na segunda metade do sarau, Luiz Antonio Simas respondeu a perguntas do público e leu diversos poemas de sua autoria. 
 
O poeta e crítico literário W. B. Lemos, e o poeta, crítico literário e jornalista Ricardo Vieira Lima fizeram a mediação do evento. 
 
SF/FS