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História, arte e educação: Museu da Justiça recebeu mais de 26 mil visitantes em 2025
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 04/01/2026 11h

Muito além de um centro de memória, o Museu da Justiça atuou em diversas frentes e ampliou o seu portifólio de atividades no ano de 2025. Com exposições, visitas educativas e aulas públicas, se transformou em um canal de aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade.  Ao todo, 26.678 visitantes prestigiaram os projetos desenvolvidos no Antigo Palácio da Justiça, superando a meta estabelecida no começo do ano. Para a diretora do Museu, Siléa Macieira, o esforço dos colaboradores e servidores cumpriu um papel fundamental no sucesso com o público.    

“Fizemos exposições com temas relevantes, implementamos projetos educativos, oficinas e ações de inclusão, além de colocar em pauta questões que envolvem diversidade, sempre alinhadas com as diretrizes da Casa. O papel institucional do Museu cresceu, e nós conseguimos criar essa via de comunicação com toda a sociedade. Isso é fruto de um trabalho de gestão, mas, principalmente, de uma equipe competente, criativa e talentosa, que coloca muito entusiasmo em tudo o que é realizado por aqui”, ressaltou.   

Exposições  

O Museu foi palco de 13 exposições ao longo do ano, que abordaram diferentes assuntos relacionados ao universo do Poder Judiciário. Um dos destaques foi “A Partilha do Imperador Pedro II”, que reuniu mais de 100 obras de acervo numa parceria desenvolvida com outras instituições, como o Museu Imperial e o Museu Histórico Nacional. A exposição foi provocada pelo inventário esvaziado de Pedro II - que refere-se ao processo de dispersão e leilão dos bens do último imperador do Brasil após a Proclamação da República, em 1889 - e percorreu os anos finais de sua vida, seguindo o rastro de bens, coleções e registros escritos deixados por ele.  

Já “O Vale da Escravidão”, que recebeu um livro virtual de mesmo nome, foi fruto da colaboração entre o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e o Ministério Público Federal (MPF), apresentando ao público uma série de mapas detalhados da região do Vale do Paraíba, polo da economia escravagista no século XIX. A mostra propôs reflexões sobre os impactos da escravidão na sociedade brasileira e apresentou histórias e personagens que estavam silenciados pelas narrativas oficiais.  

E, para comemorar as três décadas da criação da Lei N° 9.099/1995, a exposição “Memórias de um Novo: 30 anos dos Juizados Especiais” percorreu a trajetória que consolidou esse sistema como um instrumento de cidadania e democratização do acesso à Justiça a partir de soluções rápidas e simplificadas para conflitos do cotidiano.   

Aulas públicas, troca de livros e visitas educativas   

Duas novidades na programação foram responsáveis por atrair novos olhares para o Museu a partir do programa Aula Pública e de modalidades inéditas nas Visitas Educativas. Enquanto as aulas abordaram temáticas variadas, como intolerância religiosa e relações entre moda, estética e justiça social, a “Visita ao Redor da Justiça” percorreu o entorno do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro e compartilhou informações sobre a riqueza histórica do território.   

Por outro lado, a visita “Desvendando a Arquitetura do Museu” promoveu um passeio pelos salões, vitrais e outros inúmeros detalhes que dialogam com os símbolos do Direito e da Justiça por meio do estilo eclético da arquitetura do prédio. Outra atividade que ganhou destaque na programação foi o Museu Convida com Troca de Livros, que, semanalmente, trouxe convidados para debater questões da atualidade e incentivar o acesso à leitura entre os visitantes, com a possibilidade de trazer um livro em bom estado e trocar por outro.  

Planos para o próximo ano   

Além de agradecer o apoio do Conselho Gestor do Museu da Justiça nas atividades de 2025, a diretora Siléa Macieira também compartilhou um pouco do que está sendo preparado para 2026, quando o Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro completará 100 anos. A programação especial para celebrar o centenário do prédio que abriga o Museu da Justiça terá exposição, lançamento de um livro e parcerias com outras construções do entorno, como o Edifício Touring, na Praça Mauá, que também chegará aos 100 anos em 2026.   

 E não para por aí: as exposições “40 Anos da Redemocratização - Entre Traços e Cores” e “Lideranças Quilombolas Femininas” estão confirmadas no calendário do próximo ano. Para conferir mais informações sobre as atividades e a programação, acesse o portal do Museu da Justiça clicando aqui.   

  

PB*/SF 

  

*Estagiário sob supervisão