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Sala Íris: ferramentas de gestão estatística e otimização na coleta de dados
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 06/01/2026 06h28

Otimização na coleta, na unificação de dados e no desenvolvimento de ferramentas de gestão estatística para aprimorar a performance e a transparência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Esses são alguns dos resultados alcançados em 2025 pela Central de Informações Gerenciais – Sala Íris, responsável por elaborar relatórios, pelo atendimento às metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela formulação de painéis estatísticos do Judiciário fluminense e, com isso, melhorar o serviço prestado à população. A unidade, inaugurada em março de 2024, é coordenada pela Secretaria-Geral de Dados Gerenciais e Análise de Indicadores (SGDAI). 

Entre os destaques que resultaram em entregas essenciais para a melhoria dos fluxos de trabalho neste ano estão o Painel dos Precatórios, que contribuiu para uma gestão mais eficiente e transparente do pagamento de precatórios; o desenvolvimento de ferramenta para o Serviço de Processamento da Corregedoria para a otimização de suas operações; e a entrega do Painel da Custódia, que deu visibilidade ao trabalho das Centrais de Custódia. 

“Encerrando 2025, houve a entrega dos Painéis de Metas do CNJ de 1º e 2º graus, uma ferramenta visual e interativa para o monitoramento do cumprimento das metas institucionais do CNJ, permitindo o melhor planejamento das atividades das serventias”, explicou o secretário-geral da SGDAI, Rodrigo de Oliveira Rocha.

Base de dados unificada 

Com o objetivo de garantir uma visão mais clara e estratégica com foco na integração de dados, o projeto de Unificação das Bases de Dados tem sido uma iniciativa crucial para consolidar dados provenientes de múltiplos sistemas, como DCP, PJe e eproc – sistemas processuais eletrônicos – tanto na 1ª quanto na 2ª instância. O projeto visa a garantir a consistência e a integridade das informações, facilitando análises e relatórios. 

“O principal avanço é essa unificação de dados originados em sistemas diversos. Anteriormente, dados essenciais para a gestão estratégica estavam dispersos em diferentes sistemas processuais (como PJe, eproc, DCP) e bases legadas, dificultando a visão consolidada e a análise comparativa. A criação de uma base de dados unificada permite que o TJRJ tenha uma fonte única de verdade. Isso garante a confiabilidade das informações utilizadas para relatórios, estatísticas e tomada de decisões. O desenvolvimento de painéis interativos de Business Intelligence (BI) administrativos, de 1º e de 2º graus, transformam grandes volumes de dados brutos em informações visuais de fácil compreensão, como gráficos, indicadores e dashboards. Eles permitem aos servidores e magistrados monitorar a produtividade e o acervo, identificar gargalos nos fluxos processuais e realizar comparativos de desempenho”, contou o secretário. 

Outro avanço fundamental foi o desenvolvimento de sistemas para inserção de dados em Apex, que é uma plataforma de aplicativos corporativos de baixo código. A estruturação da coleta de dados evita a utilização de planilhas e, ao criar sistemas específicos com campos definidos e regras de validação, o TJRJ garante que os dados sejam inseridos de forma padronizada e com maior qualidade. A migração de planilhas para sistemas estruturados elimina erros comuns de digitação, duplicação de registros e perda de informações, tornando a coleta mais segura e eficiente. 

Mais uma iniciativa que também vale ser mencionada é a entrega do Boletim Estatístico, ferramenta que promove a geração de relatórios periódicos e detalhados encaminhados via e-mail às unidades judiciárias e magistrados, fornecendo subsídios para a tomada de decisões. 

Volume de relatórios elaborados e painéis desenvolvidos 

Recentemente, a SGDAI desenvolveu um painel interno de monitoramento da ferramenta de Business Intelligence (BI) oficial do Tribunal de Justiça do Rio. Do dia 5 de maio deste ano até o dia 27 de novembro, foram 168.079 acessos no QSE – ambiente controlado por senha; 558.137 acessos no QAP – ambiente de acesso público; 558.137 acessos no W6 – ambiente de desenvolvimento, totalizando 730.463 acessos no ambiente de produção durante este período. 

No que diz respeito aos painéis desenvolvidos, estão em produção 85 painéis em QSE, 48 painéis de QA e 69 painéis no W6, somando 202 painéis. 

Clique neste link para visualizar os dados e estatísticas apresentadas no Portal da Sala Íris.   

Articulação com demais unidades administrativas e judiciais do TJRJ 

A Sala Íris tem um fluxo de trabalho bem definido para gerenciar e atender as necessidades de análise de dados, abrangendo tanto a área judicial quanto a administrativa. O processo é colaborativo, priorizado e focado na utilidade do produto final. As demandas – geradas por diversas unidades do Tribunal, tanto da área judicial quanto da área administrativa – são cadastradas em um backlog (fila de espera), que centraliza e organiza todas as solicitações recebidas. Os projetos são classificados e priorizados conforme a urgência e a complexidade de execução. 

Demandas alinhadas às metas institucionais ou com impacto imediato na produtividade tendem a ganhar prioridade. A Sala Íris trabalha em estreita colaboração com as áreas demandantes para entender o problema e definir a solução ideal. Esse apoio é crucial para alinhar a entrega técnica com a necessidade de negócio. 

O demandante é sempre questionado sobre a melhor maneira de atendê-lo. Essa etapa é fundamental para o sucesso do projeto, pois garante que a solução, no caso o painel, seja útil e funcional nas atribuições do solicitante. Após o desenvolvimento, o produto é entregue com uma política de acesso. Para dados sensíveis ou estratégicos, o painel é restrito ao uso interno. Para dados de transparência e informações estatísticas que podem ser divulgadas ao público em geral, o acesso externo é liberado. 

Capacitação de servidores 

Há ações estruturadas e direcionadas tanto para servidores quanto para magistrados, buscando aprimorar a gestão da qualidade e fortalecer a cultura de dados no âmbito do Tribunal. Espera-se que este projeto aborde metodologias de gestão, otimização de fluxos de trabalho e, crucialmente, o uso correto e estratégico das informações para melhorar a produtividade e a tomada de decisão no dia a dia. 

“Ao capacitar os servidores em gestão da qualidade, o Tribunal incentiva o uso de dados e métricas para medir a performance e identificar áreas de melhoria, transformando dados em insumos para a excelência operacional. A Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro está desenvolvendo um projeto específico para a capacitação de magistrados em uso de dados estatísticos. A capacitação dos juízes é fundamental para que eles possam utilizar os painéis gerenciais e os boletins estatísticos para gerir suas unidades e otimizar a movimentação processual, alinhando-se às metas nacionais e às prioridades do Tribunal”, contou o secretário Rodrigo de Oliveira Rocha.   

Há ainda o projeto junto à Escola de Administração Judiciária (Esaj) para capacitação de servidores. As ações demonstram que o Tribunal está adotando uma abordagem abrangente, investindo na formação de seus dois principais corpos (servidores e magistrados) para consolidar uma cultura data-driven (orientada por dados) e garantir a qualidade da entrega jurisdicional. 

Principais metas para 2026 

Os projetos e metas da Sala Íris para 2026 estão alinhados com a utilização de tecnologia e análise de dados para aumentar a eficiência judicial, melhorar o monitoramento e buscar a excelência na prestação de serviços, refletida na pontuação do Prêmio CNJ de Qualidade. 

Para isso, está no planejamento de 2026 o desenvolvimento de ferramentas de auxílio às inspeções do CNJ, a criação de dashboards ou sistemas específicos que permitam a visualização rápida e consolidada de indicadores, garantindo que as informações necessárias estejam prontamente disponíveis e formatadas. 

Outro ponto a ser ampliado é a normalização da transmissão de dados ao CNJ por meio do Datajud. O aprimoramento do envio com a implementação de rotinas e padronizações objetiva garantir que os dados encaminhados ao sistema Datajud sejam completos, consistentes e no formato exigido. O resultado será a melhora da qualidade da informação estatística nacional e o aumento da pontuação do Tribunal no Prêmio CNJ de Qualidade, que avalia a gestão de dados e a transparência. 

Outra meta da SGDAI é investir em projetos de Ciência de Dados e Inteligência Artificial (IA), representando as principais iniciativas de integração de novos recursos tecnológicos e a ampliação do acesso às informações por meio de análises avançadas. A utilização de modelos de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning - campo da IA que ensina computadores a aprender com dados, identificar padrões e tomar decisões ou fazer previsões com mínima intervenção humana, usando algoritmos para melhorar seu desempenho - para analisar o vasto volume de dados processuais implicará a identificação proativa de gargalos processuais e áreas de risco de congestionamento. 

“A criação da SGDAI e da Sala Íris fortaleceu a área de dados do TJRJ, principalmente pela existência de equipe técnica dedicada, que possibilitou a modernização de toda a arquitetura de dados e a solução de problemas históricos. A meta da Secretaria é ser o motor técnico que viabiliza a estratégia de dados do TJRJ, convertendo a intenção de governar e ser transparente em resultados e produtos concretos baseados em informações de alta qualidade”, concluiu o secretário. 

 IA/ SF 

Foto: Brunno Dantas/TJRJ