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Ministro do STJ lança segunda edição de livro e promove debate sobre direitos humanos no TJRJ
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 10/03/2026 10h02

Da esquerda para a direita: juiz Eric Scapim; desembargadora Cristina Gaulia; ministro do STJ Sebastião Reis; desembargadora Andrea Pachá e desembargador Cláudio dell'Orto

“A fotografia me permitiu conhecer muitas coisas que eu não conhecia antes. Tirar fotos me fez olhar para outras realidades, para uma visão de mundo diferente”. Assim definiu o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis Júnior a influência da fotografia em sua vida e na segunda edição do livro Translúcida, lançada na última segunda-feira, 9 de março, no Antigo Tribunal do Júri, no Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. 

O encontro, promovido pela Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) e pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), ocorreu em duas partes e contou com a presença de diversos magistrados. Participaram da roda de conversa o ministro Sebastião Reis Júnior; o diretor-geral da Emerj, desembargador Cláudio dell'Orto; a magistrada responsável pelo CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia; a presidente do Fórum Permanente de Direito, Arte e Cultura da Emerj, desembargadora Andréa Pachá; e o presidente do Fórum Permanente de Direito da Antidiscriminação e da Diversidade Sexual da Emerj, juiz de direito Eric Scapim Cunha Brandão. 

O livro é composto por imagens de pessoas transexuais privadas de liberdade, feitas, no Centro de Detenção Provisória Pinheiros II, pelo ministro do STJ Sebastião Reis Júnior. Além disso, Translúcida reúne textos e ilustrações, com o objetivo de provocar o debate sobre direitos humanos, sistema prisional e o direito à própria identidade. 

A magistrada responsável pelo CCPJ, Cristina Tereza Gaulia, destacou o livro e a cultura como formas de dar visibilidade a grupos historicamente invisibilizados. 

“O trabalho segue a linha de tornar visíveis os invisíveis sociais. Aqui no nosso Tribunal, há um esforço extremamente intenso para tornar mais transparentes, mais presentes e mais visíveis aquelas pessoas que a nossa sociedade, historicamente, tem a tendência de invisibilizar”, afirmou. 

O diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, o desembargador Cláudio dell'Orto, destacou a importância de investir e se esforçar para que o Poder Judiciário desenvolva e execute atividades que vão além do julgamento de processos e recursos. Segundo o magistrado, as atividades propostas pelo TJRJ têm como objetivo contribuir para a garantia de uma sociedade livre, democrática e plural. 

Exposição 

Após os debates sobre o livro, os participantes se encaminharam para o Espaço Cultura da Justiça, onde uma exposição com diversas fotos marcantes da obra estará disponível nos próximos dias para visitação do público. 

                                                                          Exposição no Espaço Cultura da Justiça está aberta ao público 
 

A presidente do Fórum Permanente de Direito, Arte e Cultura da Emerj, desembargadora Andrea Pachá, afirmou que a exposição e o livro representam um exercício completo de empatia e de generosidade, atributos essenciais para o exercício da jurisdição. 

“Essa exposição fala sobre a possibilidade de reconhecer direitos mesmo nas condições mais adversas, apesar de toda invisibilidade e sobre a possibilidade de ser tratado como pessoa, com respeito e confiança.” 

Já o presidente do Fórum Permanente de Direito da Antidiscriminação e da Diversidade Sexual da Emerj, juiz de Direito Eric Scapim Cunha Brandão, afirmou ter ficado impressionado com a força da exposição. Segundo ele, “quando se abrem as portas da Justiça para uma exposição como essa, mostra-se a existência de pessoas que, muitas vezes, são vítimas de violência e têm seus direitos afastados”. 

VS/SF

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ