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Justiça Itinerante atende adolescentes do Centro Socioeducativo João Luiz Paranhos
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 12/06/2026 15h49

A imagem mostra uma atividade da Justiça Itinerante realizada em um ambiente institucional. Em primeiro plano, um grupo de adolescentes e jovens está sentado em cadeiras brancas organizadas em fileiras. Eles vestem camisetas amarelas e bermudas azuis, e muitos seguram documentos nas mãos. Ao fundo, há um banner com a identificação da Justiça Itinerante e a mensagem “Hoje Aqui!”, indicando a realização do atendimento no local. Próximo ao banner, um servidor opera equipamentos de informática utilizados durante a atividade.

                                        Ação da Justiça Itinerante auxilia na identificação civil de menores acautelados pelo Estado 


O programa Justiça Itinerante, em mais uma edição do projeto “Justiça itinerante Vai aos Presídios e às Unidades Socioeducativas”, visitou o Centro Socioeducativo João Luiz Alves, no Galeão, nesta sexta-feira, 12 de junho. A ação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) contou com a parceria da Defensoria Pública, do Ministério Público do Rio e do Departamento de Trânsito do Rio (Detran-RJ). Todos os dezoito adolescentes atendidos pelo programa tinham uma solicitação em comum: emitir a segunda via da Carteira de Identidade Nacional. 

Para a juíza Daiane Eberts, o primeiro passo para o reconhecimento da cidadania é o registro civil. “A socioeducação tem a finalidade de trazer o adolescente para o exercício pleno da cidadania. E, para isso, ele precisa da documentação. Sem a identificação civil, não há possibilidade de exercer nenhum outro direito. Obviamente que tirar a identidade não resolve tudo, mas é um passo fundamental”. 

Lucas*, de 12 anos, era o mais novo do grupo, formado majoritariamente por adolescentes entre 15 e 17 anos. Ele foi o primeiro a ser atendido e pretende voltar a estudar quando estiver em liberdade. 

Outro interno que tem um plano semelhante é Marcos*, de 16 anos. “Eu já trabalhei de estoquista em um supermercado. Mas, quando sair daqui, vou tentar fazer um curso, alguma coisa de informática para trabalhar. A identidade vai ser necessária para eu conseguir um emprego”.  

De acordo com o diretor adjunto do centro socioeducativo, Reinaldo Paranhos, o programa Justiça Itinerante complementa os serviços da unidade.

“Temos um posto próprio do Detran aqui dentro, mas quando a documentação do menor não está completa, fica difícil tirar a identidade. O programa nos ajuda a acessar essas informações que estavam perdidas e dar a ele uma documentação válida.” 

O registro civil se torna uma peça fundamental para preparar os adolescentes para assumirem as responsabilidades, os compromissos e os desafios da maioridade na vida civil. 

*O nome dos internos foi alterado 

KB/IA  

Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ