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Aplicativo Maria da Penha Virtual vira tema de documentário internacional
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 06/07/2026 21h31

            Produtora mexicana grava documentário sobre o app Maria da Penha virtual
 

O Maria da Penha Virtual, aplicativo implementado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que auxilia vítimas de violência doméstica a solicitar medidas protetivas e se tornou uma das principais ferramentas para combater esse crime, vai ganhar as telas.

A ferramenta digital foi a vencedora, em 2025, da premiação Shell LiveWire — programa global de apoio a jovens empreendedores, conhecido no Brasil como Shell Iniciativa Jovem —, na categoria de inovação empresarial.

Com isso, a produtora mexicana Sarape Films, parceira da Shell, gravou nesta segunda-feira, 6 de julho, um documentário sobre a ferramenta na Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) 

Participaram da gravação, a coordenadora do Interior do Estado da Coem, juíza Elen de Freitas Barbosa; a coordenadora do Núcleo de Promoção de Políticas Especiais de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), Jacqueline Leite Vianna Campos; a diretora da Divisão de Análise de Negócios Legados (Dileg) da Secretaria-Geral de Tecnologia da Informação (SGTEC), Maria Eugênia de Castro Borges; e o idealizador do Maria da Penha Virtual e CEO da startup Direito Ágil, Rafael Wanderley. 

A juíza Elen de Freitas Barbosa reforçou como o judiciário fluminense consolida o uso do aplicativo Maria da Penha Virtual como uma das principais ferramentas de combate à violência doméstica. A tecnologia inova ao não deixar rastros no celular da vítima, garantindo segurança contra o agressor durante o processo. 

"A ferramenta foca em romper barreiras como a vergonha e o medo da revitimização, sentimentos comuns quando a vítima precisa comparecer a uma delegacia. A proteção pode ser pedida de qualquer lugar: de dentro de casa, de um centro de referência ou por meio de um advogado", afirmou. 

A coordenadora do Núcleo de Promoção de Políticas Especiais de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar (Nupevid), Jacqueline Leite Vianna Campos, destacou o incentivo ao empreendedorismo acadêmico promovido pelo TJRJ, em parceria com universitários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que, à época, desenvolveram o projeto e hoje comandam a startup Direito Ágil. 

"É um projeto muito inovador. Eu vi o Tribunal de Justiça acreditando nos universitários e na universidade. Com o aplicativo, avançamos durante uma pandemia, em dois meses, o que talvez avançaria em dez anos", disse. 

O aplicativo 

O Maria da Penha Virtual é um web app acessível para qualquer dispositivo eletrônico, por meio de um link, sem necessidade de download e sem ocupar espaço na memória do aparelho, o que preserva a segurança da vítima. 

Na plataforma, a vítima preenche um formulário com dados pessoais, informações sobre o agressor e a agressão sofrida, podendo anexar fotos e áudios como meio de prova. De acordo com o caso, seleciona a medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha que considera mais adequada. 

Ao final, o sistema gera automaticamente uma petição em PDF para medida protetiva de urgência, distribuída de forma automática ao juizado competente, com consulta disponível para a vítima. 

Clique neste link e acesse o aplicativo Maria da Penha Virtual.  

VS/IA 

Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ