Quinteto de Metais percorre do barroco europeu aos clássicos brasileiros no Centro Cultural
Durante a apresentação, os músicos contaram um pouco sobre a história de cada canção
Trompa, dois trompetes e dois trombones. Cinco instrumentos foram suficientes para percorrer da música de concerto europeia aos grandes clássicos da canção brasileira. O Quinteto de Metais da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ) se apresentou, na última terça-feira, 21 de julho, no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim, em mais uma edição do Justiça em Concerto, do Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ).
Composto por Gleidson Henrique (trompa), Lucas Brites (trompete), Ezequiel Freire (trompete), Nicolas Fernandes (trombone) e Erick Arcanjo (trombone), o quinteto apresentou um programa que reuniu Brass Quintet Nº 3, Op. 7, de Victor Ewald; Garota de Ipanema, Corcovado e Wave, de Tom Jobim; Carinhoso, de Pixinguinha; e Aquarela do Brasil, de Ari Barroso.
O músico Lucas Brites destacou a oportunidade de se apresentar no auditório. Segundo ele, além da excelente acústica do espaço, iniciativas como essa são fundamentais para os jovens músicos.
"Para a gente, é de extrema importância ter lugares para se apresentar. Esse tipo de iniciativa nos dá a oportunidade de levar música de qualidade às pessoas, que é o que a gente gosta de fazer", afirmou.
Durante a apresentação, os músicos contaram um pouco sobre a história de cada canção. O trompista Gleidson Henrique falou sobre a música de Rondeau, de Jean-Joseph Mouret, composta no período barroco e originalmente concebida para trompete solo acompanhado por cordas, dois oboés e tímpanos. O quinteto apresentou uma versão própria da peça, inspirada na Canadian Brass, um dos quintetos de metais mais famosos do mundo.
A plateia pediu bis e o Quinteto encerrou com Carinhoso, de Pixinguinha, fazendo o público cantar junto uma clássica e antiga canção brasileira que, até hoje, desperta tantas emoções.
VS/ SF
Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ