Sustentabilidade em foco: TJRJ avança em estudo para reduzir consumo de papel nas serventias judiciais
Diante do desafio de aprimorar seus indicadores ambientais, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) dá mais um passo importante no fortalecimento de sua política institucional de sustentabilidade. A ação está sendo capitaneada pela Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS), com a colaboração do Departamento de Patrimônio e Material (DEPAM), da Secretaria-Geral de Logística (SGLOG), e foi apresentada à Corregedoria-Geral da Justiça como uma mobilização voltada à análise dos processos de trabalho cartorários, com foco na redução do consumo de papel nas serventias judiciais de primeira instância.
“Nosso Tribunal atua em diversas frentes para reduzir o consumo de insumos, como água, energia e papel. Nesse contexto, iniciamos uma pesquisa para readequar os perfis de consumo de resmas de papel A4 nas unidades de 1ª instância, a partir de diálogo direto com as serventias, com o objetivo de compreender suas rotinas e necessidades reais”, destaca Luiz Felipe Fleury, diretor do Departamento de Sustentabilidade da SGSUS.
A proposta prevê a realização de um estudo amostral em unidades judiciais, com o objetivo de identificar práticas e rotinas que impactam diretamente o indicador de consumo de papel. A partir desse diagnóstico, será possível propor readequações conscientes nos fluxos de trabalho, promovendo eficiência, economia de recursos e responsabilidade ambiental.
A iniciativa foi apresentada no dia 24 de fevereiro à Diretoria-Geral de Fiscalização e Assessoramento Judicial da Corregedoria-Geral da Justiça, que acolheu a proposta e manifestou apoio, especialmente no que se refere à análise dos procedimentos cartorários.
“Entendo que essa iniciativa é fundamental para aprimorarmos nossas rotinas de trabalho e reduzirmos o consumo de papel de forma responsável. Nas unidades que ainda possuem processos físicos, é essencial avançarmos na digitalização e revisarmos procedimentos que mantêm fluxos baseados no papel. Já nas serventias que operam exclusivamente com processos eletrônicos, é preciso reforçar o uso consciente, evitando impressões desnecessárias. Sustentabilidade e eficiência caminham juntas e devem fazer parte da nossa prática diária”, afirma Simone Ferreira de Oliveira e Cruz, diretora-geral de Fiscalização e Assessoramento Judicial da Corregedoria-Geral do TJRJ.
A ação integra o Plano de Logística Sustentável (PLS) do tribunal e está diretamente vinculada ao indicador de desempenho “papel”, em consonância com as Resoluções CNJ nº 400/2024 e nº 594/2025.
SGSUS/MG