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Orquestra Carioca de Flautas homenageia povos negros e indígenas no Museu da Justiça do Rio
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 07/05/2026 19h28

A imagem mostra uma apresentação musical em um palco de ambiente fechado, com piso e paredes revestidos em madeira, criando uma atmosfera acolhedora e elegante. No centro da cena, um maestro, de costas para a câmera, conduz um grupo de músicos durante a execução da peça. A orquestra é formada por homens e mulheres vestidos predominantemente de preto, distribuídos entre músicos sentados e em pé. A maioria toca flautas de diferentes tamanhos, enquanto partituras estão apoiadas em estantes à frente dos instrumentistas. A iluminação do palco destaca os músicos e os instrumentos, valorizando o momento da performance.

                                        Orquestra Carioca de Flautas apresentou composições em homenagem aos povos negros e indígenas 

Paulinho da Viola, Pixinguinha, Tim Maia... esses foram alguns dos compositores brasileiros homenageados na apresentação do grupo “Orquestra Carioca de Flautas”, nesta quinta-feira, 7 de maio. O espetáculo foi promovido pelo Museu da Justiça do Rio na Sala Multiuso do Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro. O evento foi um tributo aos povos negros e originários, em diálogo com o Dia dos Povos Indígenas (19 de abril) e da Abolição da Escravidão no Brasil (13 de maio). 

Sob regência de Eduardo Lagreca Fan, que envolvia o público para participar do espetáculo unindo o som ritmado das palmas ao sopro das flautas, a equipe transitou entre o choro e o samba, com obras de compositores como Caymmi, Raul Costa d’Avila, Lô Borges e Hemerto Paschoal. Além dos instrumentos de sopro, dois de cordas também foram convidados a integrar o grupo: um violão e um cavaquinho, tocados pelos músicos Gabriel Improta e Eduardo Seabra, respectivamente. 

O objetivo da iniciativa é gerar uma reflexão acerca da identidade, resistência e herança cultural negra e indígena, disse a produtora cultural do Museu da Justiça do Rio Grace Rial. “Esse é um concerto dedicado à celebração da memória, da ancestralidade e da diversidade cultural dos povos negros e originários. A proposta foi evidenciar, na música, elementos históricos e culturais ligados a esses grupos”.  

Idealizada pelo diretor artístico Sérgio Barrenechea, a orquestra, existente há 10 anos, foi do flautim às flautas graves, e separou uma coletânea própria para a ocasião. “A gente escolheu um repertório que represente nosso público. Todas as músicas têm algum componente cultural identitário porque cultura é isso: é se comunicar com as pessoas a partir das artes e da música”. 

A imagem mostra uma apresentação musical em um pequeno palco de ambiente fechado, iluminado por refletores direcionados aos artistas. O espaço possui paredes revestidas em madeira e cortinas escuras ao fundo, criando uma atmosfera intimista de concerto. No centro da cena, uma cantora veste roupa preta e se apresenta com um microfone nas mãos, enquanto um maestro, de costas para a câmera, conduz os músicos. Ao redor, integrantes da orquestra executam a apresentação com diferentes instrumentos, principalmente flautas, além de violão e cavaquinho. Os músicos estão distribuídos entre cadeiras e posições em pé, com partituras apoiadas em estantes. Todos usam roupas em tons escuros ou neutros, reforçando o caráter formal da apresentação.

                               Com repertório que passeia pelo choro e pelo samba, Orquestra Carioca de Flautas anima a Sala Multiuso

A historiadora Julia Penelis reservou parte do seu dia para participar da experiência de absorver as notas extraídas das flautas. “Música é uma das coisas que mais amo. Quando eu soube dessa orquestra aqui, pensei ‘eu não posso perder isso’. Eu fiquei com o coração realmente tomado, parecia que estava em um sonho, envolta em uma sensação onírica.”

Por vezes, a composição ganhava voz e corpo na presença das solistas Thayssa Nascimento e Isabella Passos, que deixavam o instrumento de lado para cantar. A apresentação foi concluída ao som de “Meu lugar/Madureira”, de Arlindo Cruz.    

KB/IA

Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ