Magistrados e servidores se reúnem para debater projetos sociais
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 21/05/2019 17:43

Magistrados e servidores que integram a Comissão de Articulação de Programas Sociais (COAPS) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) se reuniram nesta segunda-feira (20/05) para debater formas de aprimorar os projetos sociais desenvolvidos para inserção de jovens no mercado de trabalho. O encontro foi realizado no auditório Desembargador José Navega Cretton, no Fórum Central.

Jovens aprendizes assistidos pelas Varas da Infância, da Juventude e do Idoso do TJ do Rio enfrentam, não raro, dificuldades caso queiram trabalhar. Entre os ‘adversários’ estão, por exemplo, a crise econômica do estado e o preconceito contra os adolescentes que cometeram infrações ou moram em abrigos. Entre as medidas que podem ser tomadas para superar esses e outros desafios, o juiz Pedro Henrique Alves, titular da 1ª Vara da Infância da Capital, destaca o aperfeiçoamento do cadastro dos jovens.

- É muito importante a gente destacar que a iniciativa é feita não só para jovens infratores, mas ofertada de forma ampla. O que podemos fazer atualmente é dar mais atenção ao cadastro, torná-lo mais completo para facilitar o encaminhamento dos adolescentes para as empresas que abriram as vagas – disse.

O cuidado com a documentação dos jovens, o nível de escolaridade deles e a adesão familiar à ideia de procurar um emprego por meio dos projetos sociais do TJRJ foram apontados como prioridades pela juíza Glória Heloiza Lima, da 2ª Vara da Infância.

- Precisamos promover a inclusão social desses adolescentes e trabalhar a autonomia deles desde cedo, para que não se sintam excluídos e despreparados. Essas iniciativas devem dar oportunidades e ajudar os jovens em situações de vulnerabilidade a ter um rumo – avaliou.

De acordo com a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e do Menor Infrator da Capital, os magistrados e servidores das equipes técnicas precisam trabalhar de forma integrada e atenta para colher os dados necessários dos adolescentes e montar um perfil que facilite a contratação deles.

- Há casos em que a vaga não é preenchida porque a inscrição não foi feita a tempo. As empresas têm um determinado prazo para preencher as posições. Precisamos evitar que um jovem interessado em trabalhar e mudar de vida perca a oportunidade por causa de prazos – afirmou a magistrada.

Os desembargadores Marco Aurélio Bezerra de Melo e Renata Cotta, que administram a parceria dos jovens aprendizes com empresas privadas interessados em contratá-los, afirmaram que o projeto deve ser feito com dedicação e afeto. Afinal, trata de dar esperanças a pessoas excluídas do convívio social. De acordo com os magistrados, que lembram do início do projeto, com a ajuda a sete meninas em Duque de Caxias, o trabalho é longo, precisa vencer preconceitos. Com a expansão do programa é preciso, alertam, ser criativo para conquistar novas parcerias que ajudem os jovens.

A diretora do Departamento de Ações Pró-Sustentabilidade (Deape), Rosiléa Di Masi, destacou a importância do trabalho das equipes técnicas. Constantemente lidando com adolescentes inseguros e marginalizados pela sociedade, os psicólogos e assistentes sociais das Varas da Infância devem lançar mão de um atendimento afetuoso.

- O projeto só é bem feito quando a gente faz um acompanhamento humano, atencioso. O trabalho precisa ser muito mais do que capacitar o adolescente e inscrevê-lo para as vagas, é também incentivar, cuidar e acompanha-los para que se tornem grandes pessoas – concluiu.

 

JPG/FS

Fotos: Raquel Rocha/TJRJ